Malta, por muitos anos completamente desconhecida, já deixou de ser um segredo há muito tempo. Principalmente para quem mora na Europa, esse pequeno arquipélago no Mediterrâneo é um dos destinos mais procurados durante o verão, graças às águas incrivelmente azuis, ao clima quente e à facilidade de chegar com companhias aéreas low cost.
Mas Malta vai muito além das praias. Durante uma semana viajando sozinha pelo país, descobri cidades medievais, fortalezas históricas, igrejas impressionantes, passeios de barco, boa gastronomia e alguns lugares que entraram facilmente para a lista dos meus favoritos na Europa.
Neste guia reuni o roteiro completo da minha viagem, além de várias dicas práticas para quem está planejando conhecer Malta: onde ficar, como se locomover, como visitar a Blue Lagoon sem multidões, quanto tempo reservar para a viagem e o que realmente vale a pena incluir no roteiro.
Se você está organizando uma viagem para Malta, este artigo vai te ajudar a evitar alguns erros que eu cometi e aproveitar muito melhor o destino.
O que fazer em Malta: principais atrações
Se você está montando seu roteiro e ainda tem dúvidas sobre o que fazer em Malta, estes são os lugares que eu considero imperdíveis. Alguns visitei durante a viagem e outros acabaram ficando de fora do meu roteiro por falta de tempo, mas certamente estarão na lista quando eu voltar ao país.
Valletta
A capital de Malta é Patrimônio Mundial da UNESCO e um dos lugares que mais me surpreenderam durante a viagem. Reserve pelo menos um dia inteiro para caminhar pelas ruas históricas, visitar a St. John’s Co-Cathedral, fazer um free walking tour e aproveitar os cafés e restaurantes da cidade. É uma cidade que merece ser explorada sem pressa.


Gozo
Gozo foi uma das maiores surpresas da viagem. A ilha tem um ritmo muito mais tranquilo do que a ilha principal e paisagens naturais incríveis. Fiz um bate e volta, mas hoje reservaria pelo menos uma ou duas noites para conhecer tudo com calma.
Mdina
Conhecida como a Cidade Silenciosa, Mdina parece ter parado no tempo. Suas ruas estreitas, construções medievais e atmosfera tranquila fazem dela um dos lugares mais especiais de Malta. Algumas cenas da primeira temporada de Game of Thrones foram gravadas ali, mas mesmo quem nunca assistiu à série certamente vai se encantar com a cidade.
Rabat
Localizada ao lado de Mdina, Rabat costuma aparecer no mesmo roteiro. Apesar de eu não ter achado a cidade tão interessante quanto sua vizinha, vale a pena aproveitar a proximidade para dar uma volta por lá antes de seguir viagem.
Mosta
A principal atração da cidade é a impressionante Rotunda de Mosta, uma das maiores cúpulas sem apoio do mundo. Aproveite também para visitar o abrigo subterrâneo da Segunda Guerra Mundial, que fica logo abaixo da igreja e ajuda a entender um pouco mais da história de Malta.



As Três Cidades (Birgu, Senglea e Cospicua)
As Três Cidades formam uma das regiões históricas mais bonitas de Malta e costumam receber bem menos turistas do que Valletta. Como elas ficam lado a lado, dá para caminhar tranquilamente entre Birgu, Senglea e Cospicua, explorando ruas de pedra, fortalezas e marinas com bastante calma.
Eu visitei essa região no penúltimo dia da viagem, mas fazia tanto calor que acabei conhecendo apenas Birgu. Foi lá que visitei o Forte St. Angelo e assisti ao tradicional disparo de canhão que acontece todos os dias às 12h e Às 16h em Valeta. Confesso que imaginei uma cena digna de filme… mas não achei tão emocionante assim. Mesmo assim, é um passeio que vale muito a pena para quem quer conhecer um lado mais autêntico de Malta.
St. Julian’s
Conhecida como o centro da vida noturna de Malta, St. Julian’s é uma das cidades mais movimentadas do país. É ali que ficam muitos hotéis, bares, cassinos e restaurantes, especialmente na região de Paceville, famosa pelas baladas.
Eu passei rapidamente por St. Julian’s, mas, como meu foco era explorar as cidades históricas e as praias, acabei preferindo me hospedar em Sliema, que fica logo ao lado e tem um clima bem mais tranquilo. Ainda assim, vale a pena incluir St. Julian’s no roteiro, seja para um passeio no fim da tarde, um jantar à beira-mar ou para quem quer aproveitar a vida noturna de Malta.
Blue Lagoon
A Blue Lagoon é o cartão-postal de Malta e realmente faz jus à fama. A água é absurdamente azul e cristalina, mas também é um dos lugares mais concorridos do país durante o verão. Mais abaixo conto como consegui aproveitar esse paraíso praticamente sem multidões e dou algumas dicas para você fazer o mesmo.
Crystal Lagoon
Enquanto a Blue Lagoon recebe a maior parte dos turistas, a Crystal Lagoon costuma ser bem mais tranquila. Foi um dos lugares que mais gostei durante o passeio de barco e, se eu tivesse que escolher apenas um lugar para mergulhar em Malta, provavelmente seria esse.


Popeye Village
Construída originalmente como cenário do filme Popeye, essa vila colorida virou uma das atrações mais famosas de Malta. Muita gente apenas para ali perto para tirar fotos de longe, já que o parque em si tem atrações mais focadas para as crianças.
Como estava sem carro, não consegui ir já que perderia muito tempo no trajeto apenas para tirar uma foto de longe… De qualquer maneira, quero ir quando voltar à Malta!
Marsaxlokk
Marsaxlokk é uma charmosa vila de pescadores conhecida pelos tradicionais barcos coloridos chamados luzzu e pelo mercado de peixe realizado aos domingos. Também acabou ficando de fora da minha viagem por causa do tempo de deslocamento, é mais um lugar que ficou para a minha próxima viagem à Malta.
St. Peter’s Pool
Outra atração muito famosa em Malta é St. Peter’s Pool, uma piscina natural cercada por falésias, conhecida pela água cristalina e pelos saltos das rochas. Assim como Popeye Village e Marsaxlokk, acabei deixando esse passeio para uma próxima viagem porque os deslocamentos de ônibus consumiriam praticamente um dia inteiro.
Como são as praias de Malta?
Se você imagina praias com areia branca, como no Algarve ou em Cabo Verde, é melhor ajustar um pouquinho as expectativas. A maior parte das praias de Malta é formada por plataformas de pedra, como na Croácia.
Funciona assim: você estende a toalha sobre as rochas, desce por escadas metálicas (ou pula direto) e entra diretamente naquele mar azul cristalino. É estranho nas primeiras vezes, mas logo você se acostuma.
Isso não significa que Malta não tenha praias de areia. Elas existem, mas são minoria. Algumas das mais conhecidas são:
- Golden Bay
- Mellieħa Bay (Ghadira Bay)
- Paradise Bay
Já entre os lugares que mais gostei para mergulhar estão:
- Blue Lagoon
- Crystal Lagoon
- Forte Tigné, em Sliema
- Victorian Baths
- Blue Hole, em Gozo
Uma dica importante é levar uma sapatilha aquática, principalmente se você pretende entrar no mar em áreas rochosas. Ela faz bastante diferença tanto pelo conforto quanto pela segurança. Eu sempre uso chinelo havaianas com tira no calcanhar ou Alpargatas, que acabam secando em poucos minutos com o calor.


Blue Lagoon: vale a pena conhecer?
Se existe um lugar que aparece em praticamente todas as fotos de Malta, esse lugar é a Blue Lagoon. A água é de um azul tão intenso que parece editada. E não é exagero. Mesmo vendo centenas de fotos antes da viagem, eu ainda fiquei impressionada quando cheguei lá.
Mas existe um detalhe que quase ninguém mostra no Instagram. A Blue Lagoon também é o lugar mais lotado de Malta.
Durante o verão, dezenas de barcos chegam praticamente ao mesmo tempo e a área principal fica completamente cheia. Se você simplesmente descer do barco e ficar onde todo mundo fica, provavelmente vai passar mais tempo desviando das pessoas do que aproveitando aquele mar incrível.
Foi exatamente por isso que resolvi caminhar alguns minutos para o lado oposto da lagoa, onde não havia barcos ancorados. E foi a melhor decisão do dia! A água continuava com aquele azul inacreditável, mas havia pouquíssimas pessoas. Ali sim consegui nadar, relaxar e entender por que a Blue Lagoon é tão famosa.


Como visitar a Blue Lagoon sem multidões
Se você quer conhecer a Blue Lagoon mais vazia, existem algumas estratégias que realmente funcionam. A primeira é pegar o primeiro ferry do dia para Comino. Quanto mais cedo você chegar, maiores as chances de aproveitar a lagoa antes da chegada dos grandes barcos de passeio.
Outra opção é alugar um barco privado, o que permite chegar antes da maioria dos turistas e explorar outras enseadas da ilha com muito mais tranquilidade.
Se preferir fazer um passeio organizado, tente escolher embarcações menores. Eu fiz um tour com poucas pessoas a bordo e achei a experiência muito mais agradável do que aqueles barcos enormes que levam centenas de passageiros.
Independentemente da opção escolhida, tente evitar os horários entre o fim da manhã e o meio da tarde durante julho e agosto, quando a Blue Lagoon costuma atingir seu pico de visitantes.
Onde ficar em Malta
Escolher bem onde se hospedar faz bastante diferença na viagem, principalmente se você pretende conhecer várias regiões do país.
Durante toda a minha viagem fiquei hospedada em Sliema e achei uma ótima opção. A localização é ótima, tem muitos restaurantes, mercados, cafés, lojas e um acesso muito fácil ao restante da ilha. Além disso, basta pegar o ferry ou o barco tradicional para chegar a Valletta em poucos minutos.
Valletta também é uma ótima opção para quem prefere ficar cercado de atrações históricas e fazer boa parte dos passeios a pé. Já St. Julian’s costuma agradar mais quem procura vida noturna e hotéis maiores.
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Mas, se eu pudesse mudar uma coisa no meu roteiro, reservaria uma ou duas noites em Gozo. Apesar de ser possível fazer um bate e volta (foi o que eu fiz), a ilha merece muito mais tempo. Ela tem um clima completamente diferente da ilha principal, é mais tranquila, menos movimentada e reúne algumas das paisagens mais bonitas de Malta. Dormir por lá permite explorar praias, mirantes e pequenas vilas sem a correria de precisar voltar no mesmo dia.



Como se locomover em Malta
Antes da viagem, eu tinha a impressão de que seria muito fácil circular por Malta usando apenas transporte público. Mas na prática, não foi bem assim…
Como o país é pequeno, as distâncias realmente não são grandes. O problema é que o trânsito é intenso, principalmente durante o verão, e isso acaba afetando praticamente todos os deslocamentos. Mesmo assim, consegui fazer toda a viagem sem alugar carro. Só precisei exercitar bastante a paciência…
Ônibus em Malta
O ônibus é o meio de transporte mais barato para conhecer Malta e chega praticamente a todos os pontos turísticos. Para consultar linhas e horários, os aplicativos Tallinja e Google Maps ajudam bastante.
Mas preciso fazer uma observação importante: nem sempre eles acertam. Durante a viagem aconteceu de tudo um pouco. Teve ônibus que simplesmente nunca apareceu. Parada que existia nos aplicativos, mas já estava desativada. E até ponto de ônibus funcionando em outro lugar, sem nenhuma placa avisando. Em alguns momentos parecia que eu precisava confiar mais na fé do que nos aplicativos.
No fim deu tudo certo, mas vale a pena ter um pouco de flexibilidade no roteiro e evitar marcar passeios muito em cima da hora se você depender exclusivamente dos ônibus.
Existem diferentes tipos de passes para usar os ônibus em Malta. Eu comprei o Explore Card, que dá direito a viagens ilimitadas por 7 dias e também inclui os trajetos de ida e volta para o aeroporto. Paguei €27, mas, sinceramente, acho que não valeu a pena para o meu roteiro. Se fosse hoje, compraria o passe de 10 viagens e, se precisasse, adicionaria mais créditos depois. Acabaria gastando menos.
Ferries
Além dos ônibus, os ferries também fazem parte da rotina em Malta e podem economizar bastante tempo. O ferry entre Sliema e Valletta é uma ótima alternativa ao ônibus: a travessia leva apenas alguns minutos e ainda oferece uma vista linda da capital.
Para visitar Gozo, você pode pegar um ferry a partir de Ċirkewwa ou o ferry rápido que sai de Valletta. Já para chegar à Blue Lagoon, em Comino, existem pequenos ferries e passeios de barco que partem tanto da ilha principal quanto de Gozo.
Se quiser uma experiência mais tradicional, também vale atravessar entre Valletta e as Três Cidades nos dgħajsa, os barcos típicos malteses. Eu até queria fazer esse trajeto, mas a fila estava enorme e, com quase 40°C, acabei desistindo e fui de ônibus.
Barcos tradicionais malteses
Outra forma charmosa de se locomover é utilizando os dgħajsa, os barcos tradicionais malteses que fazem a travessia entre Sliema, Valletta e as Três Cidades. Essas pequenas embarcações de madeira fazem parte da história de Malta há séculos e continuam sendo utilizadas tanto por moradores quanto por turistas.
Eu queria muito atravessar para Birgu dessa forma, mas a fila estava enorme no dia da minha visita. Como fazia quase 40°C e eu ainda tinha bastante coisa para conhecer, acabei desistindo e fui de ônibus.
Se você tiver um pouco mais de tempo e encontrar uma fila menor, acho que vale a pena fazer a travessia. Além de ser um meio de transporte, acaba sendo também um passeio, já que a vista para Valletta é linda. Custa 3€ e você deve pagar em dinheiro diretamente ao barqueiro.


Uber e Bolt
Sempre que o ônibus começava a testar a minha paciência, eu abria os aplicativos. Uber e Bolt funcionam muito bem em Malta, mas os preços variam bastante. Em alguns trajetos, às vezes nem tão longos assim, os preços podiam passar as dezenas de euros! Por isso, vale abrir as apps e fazer a cotação antes de decidir por um motorista ou o transporte público.
Vale a pena alugar carro em Malta?
Se eu voltasse hoje para Malta, provavelmente alugaria um carro, mesmo com o trânsito intenso. Durante a viagem acabei desistindo de visitar lugares como Marsaxlokk, St. Peter’s Pool e Popeye Village porque os deslocamentos de ônibus demoravam muito e eu simplesmente não tinha tempo suficiente para encaixar tudo no roteiro. Ter um carro dá muito mais liberdade para explorar esses lugares e fazer pequenas paradas pelo caminho.
Por outro lado, existe um detalhe importante: em Malta se dirige na mão inglesa. Se você nunca dirigiu assim, pode estranhar bastante nos primeiros quilômetros. Além de prestar atenção no lado da pista, você ainda precisa se acostumar com as rotatórias e com o volante do lado direito.
Se decidir alugar um carro, eu recomendaria escolher um modelo automático. Assim você elimina pelo menos uma preocupação: não precisa trocar as marchas com a mão esquerda enquanto tenta lembrar em qual lado da rua deveria estar.
Também vale considerar que estacionar nas áreas mais turísticas pode não ser uma tarefa muito simples, principalmente durante o verão.
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Onde comer em Malta
Se você está procurando onde comer em Malta, a boa notícia é que o país tem opções para todos os bolsos, desde pequenos cafés e restaurantes familiares até casas premiadas pelo Guia Michelin. Também não faltam pizzarias, redes de fast food e lugares mais econômicos para quem quer gastar pouco durante a viagem.
Eu gosto de conhecer um destino também pela gastronomia e, durante a minha semana em Malta, estes foram os lugares que mais gostei!
AYU – The Traveller’s Kitchen (Sliema)
O AYU foi uma das minhas descobertas favoritas em Sliema. O restaurante tem o selo Bib Gourmand do Guia Michelin, reconhecimento dado a lugares que oferecem excelente comida por um ótimo custo-benefício.
O conceito é muito legal: o cardápio é inspirado em diferentes países, então cada prato representa uma parte do mundo. Foi praticamente uma volta ao mundo sem sair da mesa. Além de tudo estar delicioso, o ambiente era super acolhedor e a equipe incrivelmente atenciosa!
Se você procura um restaurante especial em Sliema sem gastar o preço de um Michelin, essa é uma excelente escolha!



Noni (Valletta)
Se a ideia é viver uma experiência gastronômica inesquecível, reserve uma noite para jantar no Noni, restaurante com uma estrela Michelin, em Valletta.
O chef faz releituras da culinária maltesa usando ingredientes locais, mas de uma forma extremamente criativa. Foi, sem dúvida, uma das melhores refeições da minha viagem. Os pratos eram tão bonitos que dava até dó de comer! Mas esse sentimento passou bem rápido… Comi tudo! rs
Foi ali que provei pombo pela primeira vez. Nunca imaginei que isso aconteceria justamente em Malta. Gostei de experimentar? Sim. Pediria de novo? Acho que não. Mas viajar também é isso: sair da zona de conforto e provar sabores que talvez você nunca mais encontre!
Mosta Experience
O tour que fiz em Mosta incluía uma degustação de comidas típicas de Malta. Eu só não estava preparada para a quantidade nem para a apresentação: recebi um barco cheio de delícias locais!
Uma experiência perfeita para quem quer experimentar um pouco de tudo sem precisar escolher apenas um prato!
Koccio (Valletta)
O Koccio fica nas famosas Escadarias de Santa Lúcia, em Valletta, e foi lá que fiz uma degustação de vinhos malteses.
Além de provar diferentes rótulos produzidos na ilha, a experiência também incluía harmonização com pratos preparados com ingredientes locais, tornando a degustação em um jantar delicioso. Se você gosta de vinho, recomendo muito incluir essa experiência no roteiro.
Mesmo que você não queira fazer a degustação, vale almoçar ou jantar no Koccio, já que a carta oferece desde sanduíches até pratos mais elaborados, em um dos lugares mais famosos (e concorridos!) de Valletta. Só não se esqueça de reservar antes!
Existem algumas comidas típicas que vale a pena experimentar durante a sua viagem à Malta.


O que comer em Malta
A mais famosa é o pastizzi, um salgado folhado recheado normalmente com ricota ou purê de ervilhas. É barato, fácil de encontrar e perfeito para matar a fome entre um passeio e outro.
Outro clássico da culinária maltesa é o ftira, um pão tradicional de casca crocante usado em sanduíches e muito comum em cafés e lanchonetes por todo o país. Geralmente o sanduíche é de atum, mas comi um que parecia uma pizza com queijo e outras delícias.
O prato nacional é o fenek, um ensopado de coelho muito tradicional em Malta. Eu acabei não provando porque viajei em pleno verão e, com temperaturas chegando perto dos 40°C, sinceramente não consegui encarar um ensopado quente. Vai ficar para a próxima visita.
Não deixe de experimentar o Kinnie, o refrigerante mais famoso de Malta, feito à base de laranja amarga e ervas aromáticas. O sabor é agridoce, bem diferente de qualquer refrigerante que eu já tinha provado. Os malteses adoram. Eu… odiei! rs
Roteiro de 7 dias em Malta
Durante a minha viagem, fiquei hospedada em Sliema e usei a cidade como base para explorar praticamente toda a ilha. No geral, achei que sete dias foram suficientes para conhecer os principais pontos turísticos sem precisar correr, mas hoje faria uma pequena mudança no roteiro: reservaria uma ou duas noites para dormir em Gozo e explorar a ilha com mais calma.
Dia 1: chegada e pôr do sol em Sliema
Depois de desembarcar em Malta, peguei o ônibus do aeroporto até o meu hotel em Sliema. Como cheguei no final da tarde, aproveitei apenas para fazer o check-in, caminhar pelo calçadão e admirar a vista para Valletta a partir do Tigné point.
Se você chegar cedo, vale aproveitar para conhecer um pouco mais da região ou até atravessar de ferry para Valletta.
Dia 2: Gozo
O segundo dia foi passado em Gozo, a segunda maior ilha do arquipélago, e foi um dos dias mais divertidos da viagem! Explorei a ilha dirigindo um Ryker, um triciclo que é uma atração por si só, e passei por lugares como Dwejra Bay, Blue Hole e pelas Salinas de Qolla l-Bajda, além de experimentar o tradicional pastizzi.
Eu adorei Gozo e percebi que valeria a pena dormir uma ou duas noites por ali. A ilha tem um ritmo completamente diferente de Malta, é mais tranquila e tem vários lugares que eu gostaria de ter explorado com mais calma.
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Dia 3: Comino, Blue Lagoon e Crystal Lagoon
Esse foi o dia da famosa Blue Lagoon. Peguei um passeio de barco e passei o dia inteiro navegando por Comino, com várias paradas para mergulho, snorkel e muito tempo dentro daquele mar inacreditavelmente azul.
Optei por pegar um tour em um barco menor, para ter mais tranquilidade. Durante todo dia, tive drinks à vontade servidos em boias de flamingos, snorkel, stand up paddle e snacks. Também fizemos algumas paradas bem interessantes: spa com argila local e a Crystal Lagoon, bem mais tranquila e tão bonita quanto a Blue Lagoon!
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Dia 4: Valletta
Dediquei um dia inteiro para explorar Valletta. Comecei fazendo um free walking tour e almocei no histórico Café Cordina enquanto aproveitava o ar condicionado.
É em Valletta que você pode comprar o souvenir mais incrível de Malta: um anel feito na hora, personalizado para você da Wild Jewellers. Quando fui ela estava na praça da catedral, mas agora ela abriu uma loja no centro de Malta.
À tarde visitei a St. John’s Co-Cathedral, só porque queria ver as obras de Caravaggio e não me decepcionei. A igreja é linda e tem até uma área super tecnológica dedicada ao trabalho do artista.
Se você gosta de história, recomendo separar um dia inteiro para conhecer Valletta sem pressa. A cidade é uma graça, e tem muitos cafés, lojas e restaurantes para explorar!
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Dia 5: Mosta, Mdina e Rabat
Comecei o dia na em Mosta, visitando a Rotunda de Mosta, uma igreja com uma cúpula impressionante. Por ali também pude visitar o abrigo subterrâneo da Segunda Guerra Mundial e me deliciar com um barco de comida tradicional de Malta. Sim, um barco! rs
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Aí seguei para o lugar que mais me encantou durante toda a viagem: Mdina. Conhecida como a Cidade Silenciosa, as ruas medievais, a arquitetura e a tranquilidade fazem parecer que o tempo realmente parou!
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Atravessei para Rabat, que fica bem em frente, mas não achei nada de impressionante e logo segui para Valletta.
Terminei o dia fazendo uma uma degustação de vinhos malteses no Koccio, restaurante que fica na famosa escadaria de Santa Lúcia. Além da paisagem deliciosa, os vinhos foram acompanhados por pratos italianos feitos com ingredientes locais. Uma noite memorável em um lugar icônico de Malta!
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Dia 6: Birgu e jantar Michelin
No penúltimo dia fui conhecer Birgu, uma das Três Cidades. Caminhei pelas ruas tranquilas e visitei o Forte St. Angelo, de onde vi o disparo de canhão que acontece todos os dias em Valletta. À tarde, fui me refrescar nas Victorian Baths: piscinas escavadas nas rochas que datam do século XIX.
À noite encerrei a viagem dia da melhor forma possível: jantando no Noni, restaurante com uma estrela Michelin que faz releituras da culinária maltesa. Foi uma das melhores experiências gastronômicas da viagem!
Dia 7: último mergulho antes do voo
Como meu voo era apenas à tarde, aproveitei a manhã para dar um último mergulho no Forte Tigné, aproveitando a vista para Valletta. Foi a despedida perfeita de um país que entrou facilmente para a lista dos meus destinos favoritos na Europa!
Depois só tive tempo de fazer a mala e pegar o ônibus para o aeroporto.
Roteiro de 3 dias em Malta
Se o tempo for curto, eu focaria nos lugares que mais me surpreenderam: Valletta, Gozo e Comino, onde ficam a Blue Lagoon e a Crystal Lagoon. Esse roteiro já permite conhecer um pouco da história, da gastronomia e das praias mais bonitas do país.
- Dia 1: Valletta e Sliema
- Dia 2: Gozo
- Dia 3: Comino (Blue Lagoon e Crystal Lagoon)
Malta: roteiro de 5 dias de viagem
Com cinco dias, acrescentaria Mdina, Rabat e Mosta ao roteiro, além de reservar algumas horas para conhecer as Três Cidades. Se estiver de carro, tentaria encaixar também Marsaxlokk ou Popeye Village.
- Dia 1: Valletta
- Dia 2: Gozo
- Dia 3: Comino
- Dia 4: Mdina + Rabat + Mosta
- Dia 5: Birgu ou Marsaxlokk
Como é viajar sozinha para Malta?
Viajar sozinha para Malta foi uma experiência extremamente tranquila. Durante toda a semana me senti segura caminhando pelas cidades, pegando transporte público e jantando sozinha à noite.
Claro que continuo tomando os mesmos cuidados que teria em qualquer outro destino, como evitar ruas muito desertas de madrugada e ficar atenta aos meus pertences. Mas, de forma geral, Malta me passou uma sensação de segurança o tempo todo.
Outro ponto positivo é que como o inglês é o idioma oficial do país (junto com o maltês), a comunicação é muito fácil. Também encontrei muitos outros viajantes solos e muitos brasileiros que moram na ilha, o que me permitiu aproveitar ainda mais!
Se você está pensando em fazer sua primeira viagem sozinha pela Europa, Malta pode ser uma excelente escolha. O país é pequeno, fácil de explorar e reúne praias, história, boa gastronomia, tranquilidade e segurança para viajantes solo.


Melhor época para viajar para Malta
Muita gente associa Malta apenas ao verão. Afinal, é nessa época que as praias ficam lotadas e o país recebe turistas do mundo inteiro. Mas depois de conhecer o destino eu diria que Malta funciona muito bem praticamente o ano inteiro!
Se o seu foco é praia, mergulho e passeios de barco, os melhores meses são entre junho e setembro. Só tenha em mente que julho e agosto são alta temporada. Isso significa praias cheias, temperaturas acima dos 35°C (na minha viagem chegaram aos 40°C e eu fui em junho!) e preços mais altos. Se eu voltasse, provavelmente escolheria maio ou setembro. O clima continua ótimo para aproveitar o mar, mas com menos movimento, temperaturas mais amenas e preços mais baixos.
Já para quem quer conhecer cidades históricas, fazer trilhas e explorar o país com mais tranquilidade, a primavera, o outono e até o inverno podem ser excelentes opções. As temperaturas ficam muito mais agradáveis para caminhar e os preços costumam ser muito mais baixos.





Dicas rápidas para quem vai viajar para Malta
Antes de terminar, aqui vão algumas dicas que podem facilitar bastante a sua viagem.
- Leve um adaptador de tomada. Em Malta as tomadas seguem o padrão britânico (tipo G), com três pinos retangulares. No meu hotel havia adaptadores disponíveis para os hóspedes, mas também encontrei vários à venda em lojas e bazares por cerca de €2.
- Use calçados confortáveis. Muitas cidades, como Valletta e Mdina, têm ruas de pedra e bastante sobe e desce.
- Leve uma sapatilha aquática. Ela ajuda muito para entrar no mar nas praias de pedra e evita escorregões. Pode ser também uma alpargata ou chinelo com tira no calcanhar.
- Não confie cegamente nos horários dos ônibus. Consulte o Tallinja e o Google Maps, mas tenha um plano B caso algum ônibus resolva simplesmente não aparecer.
- Reserve os passeios de barco com antecedência, principalmente durante o verão.
- A moeda é o euro (€). Cartões são aceitos praticamente em todos os lugares, mas vale a pena carregar alguns euros em dinheiro para pequenas compras.
- Malta faz parte do Espaço Schengen. Brasileiros podem permanecer por até 90 dias sem visto para turismo, desde que cumpram as regras de entrada do Espaço Schengen.
- Contrate um seguro viagem. Embora não seja obrigatório para todos os viajantes, ele pode evitar um grande prejuízo caso aconteça algum imprevisto durante a viagem. Com o meu link, você tem um desconto extra no seguro viagem!
Vale a pena viajar para Malta?
Sem dúvida! Voltei para casa apaixonada por um país que conseguiu reunir praias incríveis, história, gastronomia, paisagens incríveis e uma sensação de segurança que tornou minha experiência viajando sozinha ainda melhor. Malta entrou facilmente para a lista dos meus destinos favoritos na Europa!
Se você está planejando conhecer esse pequeno arquipélago no Mediterrâneo, espero que este roteiro ajude a montar uma viagem ainda melhor do que a minha. E, quando voltar, me conta aqui nos comentários qual foi o seu lugar favorito!
Se inscreva no meu canal no Youtube para não perder os próximos vídeos e me segue no Instagram @LuliMonteleone para acompanhar as minhas viagens ao vivo!
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FAQ: Perguntas frequentes sobre Malta
O ideal é reservar entre 6 e 7 dias. Assim você consegue visitar Valletta, Mdina, Rabat, Gozo, Comino e ainda aproveitar algumas praias com calma.
Na minha experiência, sim. Viajei sozinha durante uma semana e me senti segura o tempo todo, inclusive caminhando sozinha e utilizando transporte público. Como em qualquer destino, vale manter os cuidados básicos com seus pertences.
Depende do seu perfil de viagem. Se você pretende explorar lugares mais afastados, como Popeye Village, Marsaxlokk e St. Peter’s Pool, o carro oferece muito mais liberdade. Por outro lado, lembre-se de que em Malta se dirige na mão inglesa e o trânsito pode ser bastante intenso.
O maior desafio é justamente dirigir na mão inglesa. Se você nunca teve essa experiência, pode levar algum tempo para se adaptar. Optar por um carro automático facilita bastante.
Chegue o mais cedo possível, pegando o primeiro ferry para Comino ou alugando um barco privado. Outra dica é caminhar até o lado oposto da lagoa principal, onde normalmente há muito menos pessoas.
Algumas sim, mas a maioria é formada por plataformas de pedra. Em muitos lugares você entra no mar por escadas metálicas instaladas nas rochas.
Se o objetivo é aproveitar as praias, prefira maio, junho ou setembro. Os meses de julho e agosto são os mais quentes e também os mais cheios.
A moeda oficial é o euro (€).
Os idiomas oficiais são o maltês e o inglês. Em áreas turísticas é muito fácil se comunicar em inglês.
Sim. As tomadas seguem o padrão britânico (tipo G), diferente do utilizado na maior parte da Europa e do Brasil.
Os preços costumam ser mais baixos do que em destinos como Santorini, Mykonos ou Ibiza, mas variam bastante conforme a época do ano. Para ajudar no planejamento, preparei um artigo completo com todos os gastos da minha viagem.

