Em dezembro, passei 10 dias viajando entre Áustria e Alemanha, visitando os mercados de Natal mais lindos do mundo! Peguei muito mais frio do que era esperado: logo no primeiro dia, uma grande nevasca e depois temperaturas negativas que chegaram até aos -10ºC. Mesmo com esse frio inesperado, a minha mala de mão deu conta do recado e não passei frio nessa viagem!
Aqui vale duas dicas importantes para escolher as roupas para inverno europeu. A primeira é o sapato: é imprescindível que você tenha boas botas para neve. Elas vão impedir que seus pés molhem e também te ajudam a não escorregar (tanto!) no gelo que fica nas calçadas.
A outra dica é para quem, como eu, odeia usar luvas: eu sempre uso essas luvas que tem a cobertura para os dedos separada. Assim tenho mais mobilidade sem congelar as mãos. aTé tenho luvas touch, mas nunca me adaptei, fico sempre incomodada com elas… rs
Roupas para inverno europeu
O aerolook foi bem confortável e usando as peças que faziam mais volume na mala: calça de moletom térmica, tênis, camiseta de veludo cinza, malha branca. Quando cheguei em Viena, para sair à noite, coloquei as botas, roupas térmicas por baixo e o gorro branco para enfrentar a noite chuvosa. Como em toda viagem, o casaco foi o mesmo: cinza bem grosso dupla face.
Foi apenas no primeiro dia em Viena que consegui usar a saia que levei. Estava com a legging de pelúcia cinza, blusa com brilhinhos (e a térmica por baixo) e botas de neve. Ainda bem que coloquei as botas, porque nesse dia nevou muito! Esse foi o look que usei para ir na Ópera de Viena, já que não tive temp ode voltar para o hostel para trocar de roupa. Durante o dia, fiquei bem, mas à noite, passei frio…
Terceiro dia de viagem e apesar do frio congelante (-3ºC), tinha até um solzinho! Estava com calça de couro fake, botas de neve, blusa de lã, cardigan vinho, óculos de coração branco e gorro branco. Por baixo, blusa térmica e legging de pelúcia. À noite, como estava mais frio ainda, troquei pela calça de moletom térmica e saí com a bolsa da Uniqlo em vez da mochila.
No dia que peguei o trem de Viena para Salzburgo, um look bem confortável: calça de moletom, blusa com brilhos, cardigan, botas e gorro branco. Assim que cheguei em Salzburgo, mandei a minha calça de moletom para lavar. Chovia demais, tinha muita neve e gelo no chão e ela sujou toda com os respingos. Para jantar, fui com a calça de couro fake e tênis. Sempre com roupa térmica por baixo de tudo!
Para passear por Salzburgo, usei estas roupas para inverno europeu: calça de couro fake, malha branca, gorro rosa e botas de neve. No meio do dia começou a chover, então inverti meu casaco: coloquei a parte de nylon para fora.
Mais um dia em que pegaria o trem, dessa vez de Salzburgo para Munique. Estava com calça de couro fake, tênis, gorro branco. Para variar um pouco o look de inverno, usei o cardigan invertido, com os botões para trás.
No meu primeiro dia em Munique, um look bem clarinho: calça de moletom, malha, botas.
Para passear pela Bavária e conhecer o Castelo da Cinderela, fui com a calça de couro, malha, botas e gorro rosa. Esse foi mais um dia que eu comecei com a parte de pelúcia do casaco virada para fora, mas inverti quando começou a chover. Uma nota importante sobre essa calça de couro fake: ela não esquenta nada, mas pelo menos não molha, o que significa que dá para brincar um pouco na neve! rs
O mirante abaixo do castelo
Dia de sol em Munique, usei novamente a calça de couro, botas, blusa com brilho, óculos e gorro branco.
Nymphenburg Palace
Último dia de viagem e para dar uma última voltinha por Munique e depois pegar o avião, fui de calça de moletom, malha tênis e gorro rosa. Neste dia não usei roupas térmicas: não estava muito frio e não queria passar calor no avião.
Fui para lá em dezembro, para ver como era o Natal em Munique e fiquei ao todo 4 noites. Em um dos dias, peguei a excursão para conhecer o Castelo da Cinderela e outros lugares fofos na Bavária. Então, na verdade, só tive dois dias completos em Munique, mas foi suficiente para conhecer os principais pontos turísticos!
Comecei o primeiro dia fazendo um tour gratuito pela cidade (reserve aqui!). O passeio começou na Marienplatz, a praça principal de Munique onde pudemos admirar o Glockenspiel: relógio musical que toca todos os dias às 11h e às 12 (entre março e outubro tem um show extra às 17h). Andamos um pouco mais pela cidade, visitamos a catedral e um pátio onde está o que restou do castelo original da cidade.
Marienplatz
Depois do almoço, fui visitar a Residenz, a antiga residência dos duques da Bavária. O local é enorme e na visita passamos por diversos apartamentos reais. É lindo!
ResidenzTeatro Cuvilliés
Por lá também fica a Casa do Tesouro Real, com muitas coroas e joias da realeza e o Teatro Cuvilliés, construído originalmente para ser a casa de ópera da corte. Dá para comprar ingresso combinado para todos esses locais.
No dia seguinte, fui de transporte público até o Nymphenburg Palace, que fica um pouco afastado do centro. Não tão imponente quanto a Residenz, valeu a visita pelo salão principal, apenas deslumbrante! Passear pelos jardins também deve ser uma boa opção na primavera e no verão. No inverno, cheio de neve, só tirei algumas fotos e logo fui embora!
Nymphenburg Palace
De lá fui ver os surfistas de Munique! Sim, é isso mesmo! A cidade não tem mar, mas existe uma onda permanente no rio (chamada “Eisbach“) e ali tem sempre gente surfando, não importa a temperatura. Eu confesso que fiquei um bom tempo ali, praticamente hipnotizada com os surfistas e o quão non sense é tudo aquilo. Sério, os caras surfam no meio da cidade, num rio, com temperaturas negativas… Nenhum sentido, mas é realmente incrível!
Englischer Garden
Depois ainda aproveitei que estava sol para para dar uma voltinha no Englischer Garten, um dos jardins mais famosos de Munique.
Segui para a Pinacoteca Antiga, um museu enorme com obras de Da Vinci, Rafael, Van Gogh, Klimt e muitos outros artistas!
Terminei o dia na cervejaria mais famosa de Munich: Hofbräuhaus am Platzl ou apenas HB. Fundada em 1589 apenas para a realeza, hoje em dia é, talvez, o ponto mais visitado de Munique. O lugar é enorme mas mesmo assim é difícil arranjar lugar para sentar. Depois de meia hora procurando mais meia hora esperando ser servida, consegui a minha cerveja!
Onde comer e beber em Munique
Muitas vezes, comi alguma coisa nos mercados de Natal da cidade. Estes foram os outros restaurantes que comi (ou apenas bebi! rs) em Munique:
Cervejaria Hofbräuhaus – como já falei antes, esta aqui é parada obrigatória em Munique. Eu só fui para tomar cerveja mesmo, mas eles servem pratos típicos também.
Augustiner am platz – outra cervejaria super típica de Munique. Almocei cedo e n~o tinha fila nenhuma, mas quando passei por lá à noite estava lotado…
Viktualienmarkt – o mercado da cidade tem vários restaurantes bem gostosos.
La Burrita – restaurante mexicano, comi ali porque em um domingo, era a única opção aberta e sem fila gigante.
Five Guys – Nada típico, mas eu não resisto… O hambúrguer é caro (com batata + refri sai 20€), mas é tão bom que vale a pena. Suba até o terceiro andar para comer com vista para o centro histórico!
Augustiner
Onde se hospedar em Munique
Munique é uma cidade grande, então é super importante escolher o local certo para se hospedar, para não perder muito tempo se deslocando entre um ponto e outro. Por lá, me hospedei no a&o München Hauptbahnhof. A localização é ótima: bem ao lado da estação central da cidade, com muitas opções de transportes para todo lado. É também uma ótima opção para quem for na Oktoberfest de Munique, já que o recinto da festa fica a 5 minutos a pé do hotel!
A vista do meu quarto
O hotel tem vários tipos de quartos: individual, duplo, família e compartilhados. Fiquei em um quarto individual, super espaçoso e confortável. Tinha TV, banheiro com secador de cabelo, mesa com cadeira (caso eu precisasse trabalhar!) e até uma varanda com vista para a cidade! O café da manhã (pago à parte) é super completo e tem até uma máquina de panquecas!
A melhor parte? O a&o tem preços super acessíveis, o que significa que você pode viajar sem estourar o orçamento e ainda ter toda a comodidade de um hotel no centro da cidade.
Transportes em Munique
Se locomover em Munique é super fácil, já que a cidade tem metro, bonde e ônibus. Tudo funciona bem e é fácil chegar nos lugares seguindo as indicações do Google Maps. Como a cidade é plana, também dá para andar para a maioria dos lugares!
Durante a minha estadia, usei o Munich Card, que oferece desconto nas principais atrações, além de acesso total ao transporte público. Foi ótimo para não ter que me preocupar em ter que ficar comprando ticket cada vez que entrava no metrô / ônibus! Compre o seu Munich Card aqui.
Só tive problema com os trens. Como nevou muito nos dias que estava lá, vários trens foram cancelados ou estavam atrasados. Estava na plataforma esperando o trem para o aeroporto e ele simplesmente foi cancelado, do nada! O próximo só passaria em 1h, a minah sorte foi que saí com muita antecedência… Mas fica a dica: para ir para o aeroporto de Munique, a melhor opção é pegar o ônibus da Lufthansa (disponível para qualquer pessoa). Você pode reservar através deste link.
Sim, o Castelo da Cinderela existe de verdade e é possível visitá-lo a partir de Munique! Eu peguei este tour com a Get Your Guide e passei o dia explorando a região da Bavária, na Alemanha, na rota romântica. E digo que o passeio vale apenas pela paisagem: vamos ao lado dos Alpes e é lindo demais ver aquilo tudo branquinho!
O tour começou com uma parada no pequeno, mas impressionante Palácio de Linderhof (Schloss Linderhof). Construído entre 1869 e 1878, é o menor dos 3 palácios feitos pelo Rei Luis II da Baviera, e foi o único que ele viu finalizado.
Por lá, pude aproveitar a paisagem linda rodeada pelos alpes nevados e tirar muitas fotos bem no estilo Frozen! rs A visita interna ao palácio é feita com guia e apesar de pequeno, os detalhes impressionam.
Seguimos para Oberammergau, uma vila típica alemã com casas pintadas e que fabrica cucos e peças em madeira. A parada foi super rápida, deu apenas para tirar algumas fotos e comprar souvenirs.
Castelo de Neuschwanstein na Alemanha
Por fim, chegamos na nossa parada final e a que eu estava mais ansiosa: Neuschwanstein Castle, o castelo que inspirou Walt Disney a criar o castelo da Cinderela. Foi mágico ver o Castelo de Neuschwanstein ao longe, bem no meio das montanhas!
O castelo de Neuschwanstein é um grande sonho do Rei Luis II da Baviera. Apesar de sua arquitetura medieval e quase fantasiosa, a sua construção só fio iniciada em 1869 (no século XIX). O monarca nunca viu o local finalizado e as ordens dele é que o palácio jamais poderia ser aberto ao público. Bem, ele morreu deixando um monte de dívidas e abriram ao castelo ao público para pagar estas dívidas! Atualmente, é o local mais visitado de toda a Alemanha.
Chegando lá, foi tudo muito corrido, mas no fim deu tudo certo! rs Embaixo do castelo, tem algumas lojas, restaurantes e cafés, mas é tudo muito cheio. Comi um hot dog sem graça por 8€ para não perder tempo nem morrer de fome. Na hora de ir embora, já estava tudo fechado, então fica a dica de levar seu próprio lanche para economizar tempo, dinheiro e não passar fome.
O estacionamento do local é longe da entrada do castelo e você tem 3 opções para subir:
a pé: o trajeto tem aproximadamente 1,5km mas é uma subida super íngreme, então demora por volta de 30/40 minutos, além de exigir um certo preparo físico.
ônibus: custa 3€ para subir (+ 2€ para descer) e te deixa no mirante acima do castelo. De lá, você deverá descer mais 500 metros até a entrada do local. Atenção que os ônibus só funcionam com tempo bom: com neve, chuva ou gelo, eles não circulam.
carruagem: a única opção disponível quando fui, já que chovia e havia muito gelo. Custa 8€ para subir + 4€ para descer (mas quando saí da visita, não havia mais nenhuma carruagem). A carruagem te deixa a aproximadamente 500 metros do castelo e você tem que subir isso a pé.
O castelo ainda está beeeem longe!Aqui é onde a carruagem nos deixa
No dia que fui, chovia demais e a fila da carruagem estava bem longa, mas como estava sozinha, consegui um último lugar e subi antes. No ponto onde a carruagem nos deixa, já temos uma bela vista do castelo.
O mirante abaixo do castelo
Fui subindo na chuva até chegar a um miradouro onde é possível tirar ótimas fotos do castelo. Claro que tinha fila, mas deu para esperar sem problemas. Dali, subi mais até a porta do castelo, onde fiquei esperando o meu horário de entrada.
A visita ao castelo de Neuschwanstein por dentro só é possível com tour guiado, que saem a cada 5 minutos. É bem no estilo Disney: os grupos vão entrando e passando pelas salas do castelo, com um áudio guia que te conta a história do local. Tudo cronometrado e sem chances de tirar fotos (só no modo clandestino! rs).
O Neuschwanstein Castle por dentro é realmente impressionante: são muitos detalhes, uma decoração extremamente rica, lindo demais!
Quando terminei a visita no castelo, já estava escuro e não havia mais carruagens. Tive que descer tudo a pé, quase correndo, para não perder o ônibus de volta para Munique…
Apesar de todo o perrengue, valeu a pena visitar o castelo da cinderela para realizar um sonho. O lugar é realmente lindo!
Caso você tenha tempo, bem ao lado fica o Hohenschwangau, um outro castelo que também pode ser visitado. Eu já sei que terei que voltar para ver este outro palácio e também visitar os mirantes que tem ao redor. Mas pretendo fazer isso na primavera ou verão, com um clima mais agradável! rs
Hohenschwangau castle
Como visitar o Castelo da Cinderela na Alemanha
Algumas dicas práticas para visitar o Neuschwanstein Castle:
Compre seu ingresso com antecedência: não é possível comprar na porta e costuma esgotar semanas antes. Você pode reservar o seu tour a partir de Munique neste link.
Fique atento ao horário da visita: com slots a cada 5 minutos, se você perder o horário do seu ingresso, não vai conseguir visitar o castelo por dentro.
Como chegar: você pode chegar até o Füssen, o vilarejo perto do castelo, por conta própria de trem + ônibus (a viagem demora cerca de 2h) ou de carro.
Leve comida / lanche: as opções no castelo são poucas e lotadas, então leve um snack para não perder mais tempo nas filas e economizar dinheiro.
Programe-se: se quiser visitar um dos mirantes que permite ver o castelo ao longe, você vai ter que andar ainda mais, o que pede ainda mais tempo. Em excursões, ainda mais com chuva, isso fica impossível.
Munique tem vários mercados de Natal, que ficam espalhados um pouco por toda a cidade:
Marienplatz: na praça principal da cidade e em seus arredores você acha muitas barraquinhas natalinas. É realmente grande e dá para passar um bom tempo caminhando por ali!
Marienplatz
Karlsplatz – É nessa praça que fica a pista de patinação no gelo, junto com um local que vende comida e vinho quente.
Residenz – um mercado bem pequenino dentro da residência real de Munique. Foi o que eu mais gostei, já que tinha decorações diferentes e várias vitrines com personagens.
Wittelsbacherplatz – um mercado de Natal medieval, com artesãos locais e pessoas vestidas a caráter, comidas feitas como antigamente… Achei super diferente!
Mercado de Natal Medieval
Stephanplatz – chamado de Pink Christmas, este é o Natal LGBT da cidade. Minúsculo, devia ter no máximo 8 barracas, mas amei que era rosa!
Tollwood – o recinto da Oktoberfest recebe um festival de inverno bem grande com muitas opções de comida, bebida e compras. Também tem shows e outras performances, algumas são pagas, mas andar pelo local é grátis. Achei muito cheio e um pouco sem graça…
TollwoodTollwoodSendlinger TorPink Christmas
Sendlinger Tor – mercado natalino em um dos portões medievais da cidade, também bem pequeno.
Viktualienmarkt – o mercado de comida de Munique também entra em clima natalino com diversas barraquinhas.
Neuhauser – parei nesse mercado de Natal sem querer, na baldeação entre o metrô e ônibus. Almocei por lá mesmo aproveitando que estavam mais vazio. Pedi um Spätzle, massa típica da região, que estava delicioso!
Rindermarkt – pequeno, mas super fofo e bem perto da Marienplatz.
ViktualienmarktResidenzRindermarkt
Aeroporto de Munique – quando eu achei que já tinha visto todos os mercados de Natal possíveis, fui surpreendida por um dentro do aeroporto. E era bem grande, com muitas barraquinhas de comida, bebida e presentes, show ao vivo, pista de gelo e até curling! Pude garantir o meu biscoito tradicional que tinha esquecido de comprar na cidade…
Mercado de Natal no Aeroporto de Munique
Krampus
Não bastasse o desfile de Krampus que peguei em Salzburgo, na Áustria, cruzei com outra parada em Munique. Uma multidão se juntou nos arredores da Marienplatz para ver os demônios passarem!
Fui arrastada pelo Krampus!
Muito resumidamente, Krampus é um Papai Noel ao contrário: ele castiga as crianças que se comportaram mal durante o ano. Sempre acompanhando São Nicolau, o precursor do Papai Noel, esta é uma tradição forte na região dos Alpes.
Krampus pegou a minha GoPro…Este outro também e fez até uma selfie!
Apesar da aparência assustadora, os Krampus são bem divertidos e brincam com todo mundo durante o desfile. Fazem muito barulho enquanto distribuem chibatadas, o que dizem que dá sorte. E as fantasias são realmente incríveis, pensadas nos mínimos detalhes. Um verdadeiro espetáculo natalino do mal!
Dicas para o Natal em Munique
Apesar de ter vários mercados de Natal por toda a cidade, confesso que esperava mais em termos de decoração de Natal. Fora dos mercados, não se vê muitas luzes nem decorações… De qualquer maneira, é uma delícia passear por Munique e ir parando nas barraquinhas, tomando vinho quente, comendo uma coisinha… Mas se prepare para filas e multidões: tudo está sempre muito cheio!
A entrada em todos os mercados de Natal de Munique é gratuita, mas é importante ter sempre dinheiro vivo com você, já que muitos locais não aceitam cartão. Nada é muito barato: não vi nada abaixo dos 5€ (comida, bebida, presentes). E os produtos que você vê em um lugar, vê em vários outros, não vi nada de muito original.
SpätzleA caneca de vinho quente de 2020! rsLoja Natalina em Munique
Por acaso, passei na Geschenke Kaiser, uma loja especializada em enfeites de Natal, bem perto da Marienplatz. Apesar dos preços mais altos, vale a pena já que os produtos são realmente diferentes, típicos e originais.
Também fiquei decepcionada com as canecas de vinho quente, achei todas muito feias… A Única que gostei foi a do Viktualienmarkt, que tem a cidade desenhada, mas está escrito 2020. Trouxe para casa assim mesmo! rs
Passei dois dias nesta cidade que fica perto da fronteira com a Alemanha e adorei cada segundo. O local parece um conto de fadas e com as luzes e mercados de Natal, fica ainda mais mágico!
Apesar de ser uma cidade relativamente pequena, Salzburgo tem vários mercados de Natal:
Dom and Residenzplatz – O principal Mercado de Natal de Salzburgo fica espalhado entre as duas praças principais da cidade. É considerado um dos mais antigos do mundo, já que suas origens remontam ao final do século XV. Tem muito para comer, beber e comprar e até uma pista de patinação no gelo.
Forte de Salzburgo – esta é a principal atração da cidade, mas quando visitei o local, o mercado de Natal estava fechado (só abre aos finais de semana).
Sternadvent – mercado pequeno, mas super charmoso, já que fica em um pátio escondido dentro do quarteirão.
Mirabellplatz – também pequeno e frequentado mais por locais. Foi nesse mercado que achei a caneca de vinho quente mais bonita de todas, mas ela quebrou antes de chegar em casa…
St. Peter Stiftskulinarium – um restaurante que na época festiva transforma o seu pátio num verdadeiro reino do Natal. Fica todo mundo ali, tomando vinho quente e aproveitando a atmosfera natalina!
Forte de Salzburgo
Além de todo clima natalino espalhado pela cidade, Salzburgo tem um museu todo dedicado ao Natal. É pequenino, mas bem interessante e fica aberto o ano todo!
Estava jantando quando fui surpreendida por 3 demônios e São Nicolau! Nunca tinha visto isso na vida, mas logo me explicaram que era uma tradição natalina da região. Basicamente, Krampus é um Papai Noel ao contrário: ele castiga as crianças que se comportaram mal durante o ano.
Eu ainda tive a sorte (ou seria azar?) de pegar um desfile de Krampus pelas ruas de Salzburgo. Os demônios saem arrastando as correntes, fazendo muito barulho e dando chibatadas em todo mundo. Dizem que isso dá sorte! Se for assim, terei muita sorte porque apanhei bastante dos Krampus… Mas devo dizer que nunca me diverti tanto em uma parada tão assustadora!
O desfile é super animado: os Krampus vão passando e brincando com todo mundo. São muitos tipos de “diabos” e cada fantasia é mais espetacular (ou seria assustadora?) que a outra! Os detalhes são realmente impressionantes: peles, máscaras que parecem de verdade… Dá até medo! rs
Natal na Áustria
Depois de visitar o Natal em Viena, achei os mercados de Natal em Salzburgo bem mais tranquilos, sem tanta gente. Ali, os mercados fecham mais cedo: entre 20h e 21h. Os preços são um pouco mais baixos, mas não muito. Vinho quente custa por volta de 4€ + 4€ da caneca (que você pode levar de recordação ou devolver e pegar o dinheiro de volta).
Os produtos à venda eram os mesmos que vi em Viena, com os mesmos preços. A dica de ter sempre dinheiro vivo também é válida em Salzburgo, já que muitos comerciantes não aceitam cartão.
E aí, gostaram de conhecer o Natal em Salzburgo?
Veja aqui outros conteúdos sobre a Europa Central:
O Natal é uma época mágica e encantadora, e poucos lugares capturam essa atmosfera festiva tão bem quanto Viena. A capital austríaca se transforma em um conto de fadas durante a temporada de Natal, com suas ruas iluminadas, mercados encantadores e tradições que remontam a séculos.
Ópera de Viena decorada para o Natal
Passei 3 dias por lá no começo de dezembro e pretendia ter visitados muitos mercados de Natal. No entanto, peguei muita chuva, uma nevasca e um frio muito pior do que esperado, o que dificultou bastante os meus passeios pela capital austríaca. De qualquer maneira, consegui conhecer bastante do Natal em Viena!
Mercados de Natal em Viena
Estes são os principais mercados de Natal que você pode visitar em Viena:
Rathaus – O principal mercado de Natal de Viena fica em frente à prefeitura da cidade. Tem Carrosel, muitas barraquinhas de comida, bebida e presentes, mini roda gigante e até um circuito de patinação no gelo.
Maria-Theresien-Platz – é um mercado pequenino, mas fica perto do anterior então vale a pean passar por lá. Foi ali que achei a caneca de vinho quente mais fofa de todas: em formato de bota e rosa!
Spittelberg – dividido em várias ruas, é mais tranquilo e focado na produção local, com muitas opções de comida e bebida.
Belvedere Palace – como não amar um mercadinho com um palácio de fundo? Pequenino, mas super charmoso!
Schönbrunn Palace – outro mercado em um palácio, este um pouco maior. Foi ali que achei a caneca mais bonita de toda a viagem, mas que chegou quebrada em casa… :(
Stephansplatz – ao lado da Catedral de Viena, também tem um mini mercado de Natal.
Como disse antes, por conta do clima, não consegui visitar tudo o que gostaria em Viena. Adoraria ter ido ao Prater, um parque de diversões que no inverno também tem atrações natalinas. No site do turismo de Viena, você pode consultar todos os mercados de Natal da cidade.
Dicas para o Natal em Viena
Em geral, você vai achar sempre as mesmas coisas em todos os mercados de natal, tanto em relação a comida e bebida, como nos produtos vendidos. O que muda são as canecas, específicas de cada mercado. Importante dizer que você pode sempre devolver a caneca depois de tomar a sua bebida e receber o dinheiro que pagou por ela de volta. Mas pode também levar de recordação, claro!
Os preços não são muito amigos… O vinho quente custa em média 5€ e a caneca mais 5€. Comida também não custa abaixo de 5€ e pode chegar facilmente aos 10€. Os souvenirs também custam pelo menos 5€. Não se esqueça de ter sempre dinheiro com você, já que muitas barraquinhas não aceitam cartões.
Mesmo que você não vá comprar ou consumir nada, vale sempre a pena passear pelos mercados já que eles são lindos e a entrada é gratuita. Mas se prepare para a lotação: fica sempre muito cheio, com filas gigantes para tudo. Fique atento aos horários de abertura de cada mercado. Em geral, eles costumam abrir entre 10 e 12h e fechar entre 21h e 22h. Mas é sempre bom confirmar antes de ir até lá!
Eu amei visitar os mercados de Natal em Viena e já sinto saudade do vinho quente! rs
Veja aqui outros conteúdos sobre a Europa Central:
Não importa a época do ano que você viaje para Edimburgo, a chance de pegar chuva é enorme. A parte boa é que mesmo em dias de tempo ruim, tem muito o que ver e fazer em Edimburgo!
chuva edimburgo escocia
Edimburgo com chuva
Aqui algumas sugestões que do que fazer em Edimburgo com chuva:
Pubs: ta aí uma coisa que não falta em Edimburgo! Desde os mais tradicionais até os mais animados, sempre tem algum pub por perto para você comer ou beber algo enquanto foge da chuva!
Department of Magic: Se você preferir beber em um ambiente diferente, pode experimentar este bar temático de Harry Potter onde você faz a sua própria poção mágica!
Museus: Edimburgo tem muitos museus incríveis e a maioria com entrada gratuita. Recomendo demais o Museu Nacional da Escócia e a Scottish National Portrait Gallery.
Compras: que tal se abrigar da chuva em Edimburgo em alguma loja? Você pode explorar lojas diferentes como a Museum Context, que foi a inspiração par a loja Ollivanders no universo de Harry Potter.
Igrejas: são secas e costumam ter entrada gratuita, além de serem lindas por dentro. Gostei do Tron Kirk Market, um mercado de artistas locais que funciona numa antiga igreja!
Alguns outros passeios que parecem legais para fazer quando chove em Edimburgo: ônibus fantasma, visitar as caves subterrâneas da cidade, degustação de Whisky, Câmara Obscura, ônibus Hop-on Hop-Off… Neste link você pode ver todas as opções e reservar as suas favoritas!
Veja aqui todos os conteúdos que já criei sobre a Escócia:
Edimburgo é uma das cidades mais lindas em que já estive e é impossível caminhar por lá sem se sentir dentro do universo mágico de Harry Potter. A arquitetura gótica é linda e deixa tudo mágico!
Victoria Street: o Beco Diagonal na vida realMuseum Contextlojas mágicas na Victoria StreetMuseum Context
É incrível como dá para achar inspirações de Harry Potter em todo canto aqui em Edimburgo. Por toda a cidade, você vai ver brasões com unicórnio. Isso porque o unicórnio é o animal oficial da Escócia (juro!), então aparece em todo lado!
Por mais que a cidade toda pareça ter saído de Harry Potter, em alguns lugares específicos você vai achar inspirações mais óbvias:
Castelo de Edimburgo: Em uma das salas do castelo tem um brasão que é muito parecido com o da Gryffindor. Há quem diga que um dos salões do castelo inspirou o Great Hall de Hogwarts e realmente dá para ver algumas semelhanças.
Restaurante The Witchery by the Castle: A arquitetura gótica lembra muito os cenários de Harry Potter. É lindo, mas é caro. Na hora do almoço tem um menu por 30 libras, caso você queira muito comer por lá. Eu não tive coragem de gastar toda essa grana… rs
Museu Nacional da Escócia: com entrada gratuita, este museu tem um tabuleiro de xadrez que dizem ter sido a inspiração para o xadrez de bruxo gigante que aparece no primeiro livro de Harry Potter.
Great Hall no Castelo de EdimburgoO brasão que parece o da GyinffindorXadrez bruxo
Victoria Street: Este é o verdadeiro Beco Diagonal dos livros, com suas casinhas coloridas. Foi um dos meus lugares favoritos de Edimburgo!
Museum Context: fica na Victoria Street a loja que inspirou Ollivanders, a loja de varinhas do universo bruxo. Hoje em dia o local só vende produtos licenciados de Harry Potter e é uma perdição para os Potter Heads. Mesmo que você não vá comprar nada, vale entrar e se perder pela loja. Por toda a loja, você vai ver pedaços do basilisco e no último andar pode até tirar uma foto com o chapéu seletor.
Lojas mágicas: por toda a cidade você vai achar lojas que vedem produtos do Harry Potter e outras que parecem ter saído do mundo mágico do bruxinho.
The Elephant House: JK Rowling escrevia em muitos cafés de Edimburgo e o mais famoso é o The Elephant House. Quando fui, estava fechado por conta de um incêndio, mas já deve ter reaberto.
The Balmoral: hotel onde JK Rowling escreveu os últimos dois livros da saga Harry Potter. Inclusive, a última linha do último livro foi escrita ali! Dizem que quando ela acabou de escrever a saga, abriu um champanhe para comemorar (deve ter ficado muito louca! rs) e assinou uma das estátuas do quarto. Até hoje o quarto é mantido exatamente do jeito que ela deixou, inclusive com a estátua autografada. É um hotel lindo e você pode se hospedar no hotel e até ficar na mesma suíte que a autora ficou. Mas é um hotel cinco estrelas, caro, mas deve valer muito a pena! Você pode reservar a sua estadia através deste link.
Royal Mile: na prefeitura da cidade, era onde ficavam as mãos da JK Rowling. Mas foram substituídas já…
Greyfriars Kirkyard: como JK Rowling morou em Edimburgo, pressupõe-se que ela tenha passeado neste cemitério (que é realmente um lugar lindo!), para pegar inspiração para alguns nomes de personagens. Ali podemos ver os túmulos de McGonnagal, Moddie e até mesmo de Voldemort: Thomas Riddell.
Túmulo de Voldemort
George Heriot’s School: escola que faz divisa com o cemitério e pode ter sido uma das inspirações para Hogwarts. Originalmente era para ser uma escola para órfãos, agora é apenas uma das escolas mais caras do Reino Unido. Os estudantes, quando entram na escola, são divididos em quatro casas e as cores dessas casas são as mesmas cores das casas de Hogwarts. Claro que não é possível visitar a escola, apenas observar de longe!
Department of Magic: bar temático onde você cria a sua própria poção mágica! O ambiente é todo inspirando no universo bruxo e você pode escolher entre diversas poções, quer dizer, drinks! rs Tem também drinks sem álcool, todos inspirados no universo mágico!
Uma das melhores maneiras de descobrir as locações de Harry Potter em Edimburgo é fazendo um tour a pé gratuito. Aqui tem várias opções de Free Walking Tour de Harry Potter. Eu fiz e adorei, além de passear pela cidade, ainda treinamos alguns feitiços pelo caminho! rs
Aqui um mapa com todos os locais que serviram de inspiração para Harry Potter em Edimburgo:
Harry Potter na Escócia
Por todo o Reino Unido, existem muitos locais onde foram gravados os filmes de Harry Potter. Aqui alguns destes locais na Escócia:
Highlands: dizem que foi nessa região que filmaram as cenas aéreas de quadribol e da floresta proibida de Harry Potter. Mas quando fui estava chovendo tante e com tanta neblina, que foi difícil ver alguma coisa…
Alnwick Castle: perto de Edimburgo fica este castelo onde filmaram a cena da aula de vôo no primeiro filme.
Hogwarts Express: o trem mágico realmente existe e é possível viajar nele.
Viaduto do Hogwarts Express: e claro que o trem passa pelo famoso viaduto.
No entanto, tanto o castelo quanto o Hogwarts Express só funcionam durante a primavera e verão. Como fui para Escócia no inverno, não tive a oportunidade de ver estes locais…
Highlands
Já tenho uma ótima desculpa para voltar para a Escócia e explorar ainda mais o universo de Harry Potter em Edimburgo!
Veja aqui todos os conteúdos que já criei sobre a Escócia:
Passei uma semana na Escócia e, apesar de compras nunca ser o foco das minhas viagens, aproveitei para criar um guia de compras em Edimburgo!
A Princess Street, avenida principal na cidade nova de Edimburgo, reúne várias lojas: Primark, Boots, Marks and Spencer, Lush… As ruas ao redor também reúnem várias lojas, incluindo a TK Maxx, uma loja outlet com peças de grifes famosas com ótimos descontos!
Princess StreetTK Maxx
A Victoria Street é ótima para comprar peças em cashmere e produtos de Harry Potter, claro. É ali que fica a Museum Context, loja que inspirou Ollivanders no universo mágico e várias outras que vendem produtos licenciados de HP. Mas já adianto que é tudo super caro, então se prepare para gastar suas libras sem dó! rs
Por toda a Royal Mile, a principal rua de Edimburgo, você vai achar muitas lojas de souvenirs. Adorei que vi várias lojas de enfeite de Natal! Também na Royal Mile fica o Tron Kirk Market, um mercado de artistas locais que funciona dentro de uma antiga igreja.
Por toda a cidade, você encontra brechós e lojas de segunda mão que podem esconder belos achados. Eu fui em vários, mas não dei muita sorte e só achei um vestido que gostei. Mas vale a pena entrar sempre que ver um brechó, eles são sempre cheios de estilo!
A Armchair Books é uma atração por si só. O sebo apertado atrais turistas que querem livros antigos ou apenas uma foto nos corredores atulhados!
Armchair BooksTron Kirk Market
Claro que Edimburgo também tem shoppings centers, mas em uma cidade com uma arquitetura tão linda, acho um desperdício se enfiar em um lugar fechado… Mas pode ser uma boa opção para dias de chuva em Edimburgo!
Compras em Edimburgo, Escócia
Aqui um mapa com muitas lojas em Edimburgo (e outros pontos de interesse da cidade, claro):
O que comprar em Edimburgo, Escócia
Eu realmente não fui para lá com o objetivo de fazer compras e, como sempre, não tinha muito espaço na mala. Sem falar que os preços são todos em Libras, o que deixa tudo caro… Mas claro que fiz algumas comprinhas!
Como sempre, comprei enfeites de Natal: custaram 5 libras cada. As lojas de Harry Potter são uma perdição, mas é tudo muito caro! Comprei apenas esse enfeite de Natal da Slytherin por 15 libras.
Não tive muita sorte nos brechós e lojas de segunda mão, achei apenas este vestido por 15 libras. Na Princess Street, peguei uma promoção “Leve 3, pague 2” de esmaltes Orly, saíram por 24 libras.
Veja aqui todos os conteúdos que já criei sobre a Escócia:
Passei 1 semana em Edimburgo, na Escócia, em março. Era fim do inverno, mas peguei muito frio e muita chuva. As temperaturas variaram entre -5ºC e 10ºC, quase calor! rs
Mas com um bom casaco e roupas térmicas, dá para enfrentar o frio com muito estilo e aproveitar muito as férias no inverno europeu!
Que roupa usar no inverno europeu?
O casaco, como em toda viagem, foi o mesmo: cinza dupla face. A cada dia, eu usava de um lado. Usei a parte de nylon para fora nos dias com chuva e nos outros, usava o lado com pelúcia. Este meu casaco é ótimo que além de me permitir variar o look, é super quentinho e ainda tem o capuz, perfeito para proteger da chuva e do vento gelado!
Para pegar o avião de Lisboa para Edimburgo, fui de calça de moletom térmica da Uniqlo, malha pink, calça de couro fake, tênis e meias térmicas. Não usei as roupas térmicas por baixo para não passar calor no avião.
No primeiro dia de viagem, troquei apenas a malha, usei uma branca. No dia seguinte, fui de vestido florido, legging de pelinhos, bota de neve e gorro rosa.
No terceiro dia, repeti o look do primeiro dia, só acrescentei o gorro branco por conta do vento e o óculos de sol Fendi.
Mais um dia de muito frio, então voltei para a minha calça de moletom térmica, malha pink, tênis e óculos de coração branco. Por baixo, ainda estava com legging e blusa térmicas. Nesta noite, para ir para o pub, fui com a calça de couro, malha pink e tênis.
Para conhecer as Highlands no meio de muito frio, vento e chuva, fui de calça de moletom, malha branca, bota de neve e gorro rosa. Em algumas partes do dia, ainda usei a minha manta xadrez no pescoço.
Mais um look de viagem repetido: vestido florido, legging de pelinhos cinza, bota de neve e óculos de coração branco.
No último dia de viagem, estava quase calor, o que foi ótimo pois não queria usar as roupas térmicas no avião. Estava de malha branca, tênis e calça de moletom térmica.
Um ponto importante sobre roupas brancas em viagens, especialmente calça: vai sujar! Principalmente se chover ou nevar muito, não tem jeito, acaba sempre espirrando algo. O jeito é tentar limpar no hotel à noite e não ligar, ninguém vai reparar além de você!
Eu tenho preferido optar por roupas de cores mais claras no inverno, já que os dias costumam ser mais curtos e as roupas escuras acabam “desaparecendo” na hora das fotos. Então roupas claras e coloridas acabam ficando melhores nas fotos!
Veja aqui todos os conteúdos que já criei sobre a Escócia:
Nas principais cidades marroquinas, você vai encontrar lojas de marcas famosas, mas qual a graça de comprar em lojas que são iguais em qualquer lugar do mundo? Estando em Marrocos, você tem que fazer compras nos famosos Souks!
Souks são os mercados tradicionais marroquinos que ficam dentro das Medinas. Geralmente centenas de lojas umas grudadas nas outras, formando um verdadeiro labirinto. Você encontra absolutamente de tudo, é uma verdadeira loucura!
São milhares de babuches, sapatos e bolsas em couro, roupas, luminárias, peças em palha, e especiarias, claro! A confusão é enorme: pessoas, burros, motos, tudo junto e misturado e é justamente isso que faz os Souks serem tão especiais.
Compras em Marrakesh
O Souk de Marrakesh é enorme e você pode se perder facilmente por lá. Mas isso faz parte da experiência! rs Muitos produtos são repetidos, então vale passear pelo Souk até achar o melhor preço.
Na Place des Epices, a especializada são os produtos em palha. Durante à noite, você vai encontrar muitos vendedores de lâmpadas na Praça Jeema el-Fna. A luz das velas deixa o lugar ainda mais mágico e vai ser difícil não trazer uma (ou várias) com você!
Place des Epices
Se você não quiser fazer compras na bagunça do Souk, o Ensemble Artisanal (centro de artesanato que reúne vários artesãos) é uma boa opção. Os preços são um pouco mais altos, mas você paga para comprar na paz, sem negociar os preços… E o lugar é lindo, então vale a pena entrar nem que seja só para olhar a arquitetura marroquina!
Compras em Essaouira
Em Essaouira, a especialidade são os tapetes e a marchetaria, este trabalho em madeira super delicado. Infelizmente não tinha espaço na mala, porque queria comprar vários tapetes e móveis!
A Medina de Essaouira é bem menor, então consequentemente o souk é mais organizado e mais calmo. Achei que ali eles negociam menos os preços, o que no fundo foi um alívio. Cansa negociar tudo, sempre! rs
Tudo o que vi para vender em Marrakesh, vi em Essaouira, mas com preços mais baixos. Então se você visitar as duas cidades, melhor fazer as compras em Essaouira. Mas, sendo bem sincera, é tudo tão barato que não faz tanta diferença assim!
Dicas de compras em Marrocos
Negocie sempre: faz parte da cultura deles, então nunca aceite o primeiro preço.
Seja simpática: não adianta ficar brava com o assédio deles para vender, apenas “acene, sorria” e saia andando…
Aprenda algo em árabe: Para vender eles falam qualquer idioma, mas usar algumas palavras em árabe sempre ajuda… “Salam” serve como “oi” e “shukran” é “obrigada”. O francês também é muito falado e se você realmente falar árabe, vai conseguir ótimos preços! Em Essaouira, um vendedor anunciava um preço em francês e outro preço (mais barato9 em árabe! rs
Confira os produtos antes e depois de comprar: as peças podem ter pequenos defeitos e eles podem se confundir na hora de embalar sua compra. A babuche que comprei veio com cores diferentes em cada pé, tive que voltar lá no dia seguinte para trocar! Realmente foi um erro, não má-fé, o vendedor foi super simpático quando voltei lá para trocar.
A babuche com cores diferentes em cada pé!
O que comprei em Marrocos
Eu até que consegui me controlar, mesmo porque, não tinha muito espaço na mala… Aliás, na próxima vez que for à Marrocos, acho que vou despachar uma mala vazia para voltar com ela cheia de compras! rs
Comprei um vestido tradicional por 6€ e as babuches por 14€, mas acho que não negociei muito bem, poderiam ter sido mais baratas… No Museu Yves Saint Laurent comprei um livro de colorir por 7€.
Em Essaouira, já que não podia comprar um tapete, comprei capas de almofadas: as grandes custaram 5€ e a pequena 6€. Também comprei esse chaveiro em marchetaria por 1€, mas logo depois vi o mesmo chaveiro por 50 centavos…
Também em Essaouira comprei várias peças em cerâmica. Todas custaram 2€, exceto o porta-ovo que foi 1,5€.
Trouxe o camelo e a lamparina para usar como enfeites de natal, 5€ cada. E claro que trouxe também uma mini lanterna da praça de Marrakesh, custou 3€.
Passei os últimos dias da minha viagem à Marrocos relaxando no Sol Oasis Marrakech by Melia. O hotel quatro estrelas é um all-inclusive que fica na região de Palmerie, próxima à Marrakesh.
O espaço é lindo, enorme e cheio de toques marroquinos na decoração. Tem duas piscinas (uma para adultos e outra para crianças), várias quadras esportivas, academia e diversas áreas de lazer.
O meu quarto era super espaçoso, com sala confortável, varanda, vários armários, quarto com cama de casal e banheiro com várias amenidades.
Marrakesh resort: comida, bebida e diversão!
As refeições são servidas em estilo buffet em um salão gigante. Tem muitas opções, incluindo churrasco e pizza feita na hora! Durante todo o dia tem algo para comer: sejam as principais refeições ou pequenos snacks e lanches.
Resort Sol Oasis Marrakech
O Sol Oasis tem dois bares: um na piscina e outro interior, onde são servidos coquetéis de autor. Passei boa parte da minha estadia no bar da piscina, mas à noite gostava de ir no bar interior para garantir um drink lindo e delicioso!
Durante todo o dia tem várias atividades no resort: zumba, ginástica, jogos, workshops… A cada noite, um tema específico. Eu adorei a noite marroquina, com música e danças típicas, comida tradicional e até tatuagens de henna. A pool party também foi bem divertida: música animada e até banho de espuma!
O resort oferece transfer para Marrakesh várias vezes por dia, para quem quiser explorar a Medina. Basta reservar na recepção o seu horário de ida e volta, sem custo algum.
O resort tem dois restaurantes a la carte, um espanhol que é pago a parte e um marroquino, que você pode jantar uma vez por lá sem pagar a mais durante a sua estadia. Adorei comer tranquilamente no restaurante marroquino, que tem até uma tenda berber!
Tenda berberrestaurante a la carteBuffet principal
Hamman: Spa Marroquino
O resort ainda tem um spa e ali pude experimentar a experiência de hamman: um banho tradicional marroquino. Tudo começa com uma esfoliação profunda, no corpo todo. Depois de nos darem banho (literalmente, me senti um bebê! rs), relaxamos um pouco antes de seguir para a massagem. Uma experiência incrível e deliciosa, saí de lá nas nuvens!
Passei 10 dias em Marrocos em agosto, pleno verão, com temperaturas que poderiam chegar facilmente aos 40ºC. Isso em Marrakesh, mas também fui para Essaouira e lá sabia que o tempo seria mais ameno, até mesmo friozinho.
Além de ter que montar uma mala versátil, por conta do clima, tinha também que pensar em looks mais discretos, já que Marrocos é um país muçulmano. Então evitei shorts e saias curtas, roupas muito justas…
Levei a jaqueta jeans para usar no avião e também em Essaouira. Também levei o lenço não só para me proteger do frio, mas para me cobrir caso achasse necessário. Já digo que não foi necessário, você pode ver aqui todos os looks que usei em Marrocos.
Por conta do calor, levei várias partes de cima, já que suamos muito e elas acabam sujando facilmente. Levei duas calças leves, duas saias e dois vestidos longos. Também levei um shorts jeans, mas esse eu sabia que só usaria no resort em Marrakesh.
Achei que teria muito mais tempo para aproveitar a piscina, então levei 3 biquinis e um maiô. No fim, usei apenas 2 biquinis…
Como não basta um, levei três óculos de coração: branco, preto e vermelho. Levei dois chapéus: o caramelo usei bastante, o preto só uma vez, podia ter ficado em casa… Inclusive porque ele é bem chatinho de carregar para lá e para cá!
Pela primeira vez, além da mochila, levei também uma bolsa. Essa bolsa da Uniqlo parece pequena, mas cabe muita coisa e usei bastante durante a viagem. Com certeza ela vai viajar muito comigo ainda!
Bahia Palace
Mala para Marrocos: o que levar
1 camisa estampada
1 camiseta branca
2 regatas (branca e pink)
3 top croppeds (branco, preto e cru)
2 calças (branca e preta, bem leves)
2 saias (longa florida e midi laranja)
1 shorts jeans
2 vestidos longos (florido e branco)
Jaqueta jeans
3 sapatos (chinelo, alpargatas e tênis)
2 chapéus (caramelo e preto)
3 óculos de coração: branco, preto e vermelho
1 lenço
1 mochila
1 bolsa
3 biquinis e 1 maiô
pijama
lingerie
Packing Cubes com compressão
Foi a primeira vez que usei os packing cubes com compressão e acho que eles funcionaram tão bem que acabei levando roupa demais. E mesmo assim, ainda sobrou espaço na mala para trazer umas comprinhas, porque é impossível ir à Marrocos e não comprar nada! Na próxima viagem, já quero ir com mala grande só para poder comprar tudo!
Seguro viagem é indispensável em Marrocos
Marrocos é incrível, mas imprevistos podem acontecer. Um seguro viagem te protege contra despesas médicas, extravio de bagagem e muito mais. Aproveite 5% de desconto no seu seguro viagem usando meu link especial e viaje tranquilo!
Sempre conectada em Marrocos com eSIM internacional
Fazer a mala para Marrocos é só o começo! Para explorar o deserto e os souks sem perrengues, o eSIM internacional é indispensável. Custa a partir de 1€, e com meu código LUL7P2NC você ainda ganha desconto. Assim, dá para postar as fotos da viagem em tempo real.
O Anima Garden é um jardim criado pelo artista André Heller. Localizado a aproximadamente 30minutos de carro de Marrakesh, é um ótimo passeio para fugir do agito da cidade e relaxar em meio à natureza.
É um lugar mágico, com 8 mil metros quadrados com obras de artistas renomados espalhadas por todos os cantos. Parece um labirinto: você vai ser perdendo em meio à natureza e vai descobrindo as obras pelo caminho.
Eu adorei a escultura de cabeça que solta vapor de água, perfeita para os dias quentes! As obras também rendem ótimas fotos, como esta com os olhos!
Achei que poderia ter o nome da obra e do artista ou até mesmo um mapa indicando as obras. Mesmo assim, é um passeio bem gostoso para se fazer!
No café do local, você pode fazer uma refeição ou lanche rápido. Tem mesas ao ar livre, uma tenda típica berber e um terraço. De lá de cima, você tem uma vista incrível para as Montanhas Atlas.
Montanhas Atlas
Anima Garden: como visitar
Os ingressos para o Anima Garden custam 14€ e o transfer de e para Marrakesh já está incluído. Existe a possibilidade de combinar a visita ao jardim com outros passeios na região, para otimizar ainda mais o tempo. Neste link você pode ver várias opções e comprar seus ingressos.
Marrocos é conhecido por ser uma país relativamente barato para passar férias. E depois de passar 10 dias por lá, posso confirmar essa informação. Como em qualquer lugar, você pode optar por fazer uma viagem econômica ou luxuosa, mas mesmo as coisas mais luxuosas tem um preço bem mais baixo do que na Europa.
Eu fiz a conversão com uma conversão bem básica: se algo custava 20 Dirham, convertia para 2€. Assim ficava bem mais fácil fazer as contas! rs
Para começar, existem muitos vôos entre Portugal e Marrocos por preços ótimos. Eu não peguei nenhuma dessas promoções porque não tinha datas flexíveis, mas já vi diversas passagens por 20/30€!
A primeira coisa que eu fiz logo que cheguei foi comprar um sim card no aeroporto por 20€ para me manter conectada. Mas poderia ter economizado com o esim da JetPac, que tem pacotes a partir de 1€ e com o meu código LUL7P2NC você ainda tem desconto. Basta clicar aqui, escolher o pacote ideal para a sua viagem e ficar conectado logo que pousar.
O transfer do aeroporto para o Riad, dentro da Medina, custou 25€. O transfer de volta para o aeroporto saiu 30€, mas o resort que estava nos últimos dias era um pouco mais afastado. Reservei os dois transfers diretamente com as hospedagens, para ser mais prático e garantido.
Preços em Marrocos
Passear pelos souks e pela praça é grátis, a não ser que você queira tirar fotos de algum animal. Eu paguei 2€ para filmar as cobras para vocês. Os macacos filmei de longe e confesso que fiquei com medo de apanhar! hahaha
A tatuagem de henna que fiz por lá 20€, mas o preço varia muito conforme o tamanho, tipo de tinta usada, complexidade do desenho… Em geral, fica entre 10 e 30€.
Os pontos turísticos parecem que tem o preço tabelado: todos os que fui (Palácio El Badi, Palácio Bahia e Túmulos Saadianos) custaram 7€.
Visitar o Jardin Majorelle o museu Yves Saint Laurent sai por 30€ o ticket combinado. O táxi até lá saiu por 7€ cada perna, sendo que o preço inicial era 10€. Sim, em Marrocos se negocia até o preço do táxi! A entrada para o Anima Garden, que já inclui o transfer de e para Marakesh, custa 14€.
Restaurantes em Marrocos: preços
O preço das refeições varia muito! Dá para comer muito bem em um lugar simples por 6€ como no Oscar Progres, ou se esbaldar em um restaurante mais refinado pagando por volta de 25€. Também existem muitas opções intermediárias, como o Cafe das Epices que sai por volta de 10 euros. Neste post de roteiro de Marrakesh blog dei várias sugestões de restaurantes.
Cafe des Epices
Nem todos lugares vendem bebidas alcóolicas e justamente por isso elas tem um preço mais alto. Cerveja ou copo de vinho custam por volta de 5€, pelo menos.
Quanto custa viajar para Marrocos: hospedagem
Se hospedar em um Riad de luxo dentro da Medina custa por volta de 100€ a noite para duas pessoas. Mostrei a minha experiência em um Riad em Marrakesh aqui.
Se preferir ficar em um resort all inclusive, com toda a mordomia que você pode querer, você vai pagar por volta de 200€ por noite para duas pessoas. Você pode reservar a sua estadia aqui. A experiência de hamman, banho tradicional marroquino, no resort custou 50€ e eu recomendo demais!
O Bahia Palace é um dos lugares mais visitados de Marrakech, no Marrocos. É um tesouro de arquitetura marroquina, com um complexo de edifícios e jardins que datam do século XIX.
Construído no final do século XIX, O Palácio Bahia era a casa de um sultão. Alguns anos depois, o filho deste sultão aumentou o local para servir de residência para as suas 4 esposas e 24 comcumbinas.
Também serviu como local de entretenimento para convidados franceses, quando Marrocos foi conquistado pela França. Com a independência do país, em 1956 o palácio virou residência real até ser aberto ao público para visitação.
É um espaço enorme: são 8 mil metros quadrados, totalmente decorados com diversas técnicas: marchetaria, gesso, madeira pintada, mármore… A cada nova área que visitamos, ficamos ainda mais encantados com os detalhes da arquitetura tipicamente marroquina.
Apenas algumas áreas do palácio estão abertas para visita, mas é o suficiente para impressionar com toda a sua opulência! Eu amei o local, é realmente lindo, mas acho que falta um pouco de explicação sobre cada uma das áreas e também da história do local.
Como visitar o Bahia Palace
O Palácio Bahia está aberto todos os dias entre as 9h e 17h. A entrada no Bahia Palace custa 70dh, por volta de 7 euros. O ingresso deve ser comprado diretamente na bilheteria do local. Não se deixe levar pelas pessoas que ficam na entrada te oferecendo ingressos, tours ou falando que o palácio está fechado. Continue andando até ver a bilheteria oficial.
Você também pode contratar um tour para entender melhor a história do local e ainda combinar com outras atrações de Marrakesh. Aqui tem várias opções!
O Jardin Majorelle era um dos passeios que eu estava mais ansiosa para fazer em Marrakesh! Eu sonhava em tirar muitas fotos na casa azul klein, com os detalhes coloridos. E, apesar de ser um passeio caro para os padrões marroquinos, acho que vale muito a pena!
O jardim foi criado em 1923 pelo pintor francês Jacques Majorelle. Majorelle era um apaixonado por plantas e cores, e o jardim reflete sua personalidade artística. O jardim foi originalmente chamado de “Jardin de la Koutoubia”, mas foi renomeado para “Jardin Majorelle” após a morte de Majorelle em 1962.
Em 1980, o estilista francês Yves Saint Laurent junto com Pierre Bergé compraram o Jardin Majorelle para salvá-lo da destruição pelas mãos de promotores hoteleiros. Os novos proprietários decidiram morar na villa de Jacques Majorelle, que rebatizaram de Villa Oasis.
“Durante muitos anos, o Jardin Majorelle proporcionou-me uma fonte inesgotável de inspiração e muitas vezes sonhei com as suas cores únicas.” – Yves Saint Laurent
O Jardin Majorelle é um dos lugares mais visitados de Marrakech, no Marrocos. É um oásis de cores e beleza, com um jardim botânico repleto de plantas exóticas de todo o mundo. A visita é feita de maneira circular, seguindo um circuito pré-determinado.
Vamos caminhando por jardins super bem cuidados, com plantas exóticas e muitos cantinhos perfeitos para a foto. O ponto alto, claro, é a casa azul. A construção é realmente linda e se destaca em meio ao verde das plantas.
Apesar de cheio, com paciência, dá para tirar boas fotos sem ninguém atrás. As pessoas se respeitam, formam pequenas filas e dá tudo certo!
O Jardin Majorelle conta com uma pequena livraria (linda!!!), um café e uma loja (com coisas lindas, mas super caras!). Dentro do jardim também existe o museu Pierre Bergé Museum of Berber Arts, dedicado à arte berber. Infelizmente, estava fechado nos dias que estava em Marrakesh então não consegui visitar.
Bolsa linda, mas que custava mais de 500€…Livraria
Yves Saint Laurent Museum
Bem ao lado do Jardin Majorelle, fica o Museu Yves Saint Laurent, dedicado à vida e obra do estilista francês. A sala principal do museu abriga uma exposição temporária com várias criações do estilista. Eu amei ver algumas das criações dele ao vivo, mas achei que a exposição poderia estar melhor montada. Faltam espelhos para ver a parte de trás dos vestidos e também explicações sobre as inspirações para cada peça.
O Yves Saint Laurent Museum Marrakech ainda conta com alguns corredores mostrando croquis do estilista e um cinema com um filme curto sobre a história do designer.
Eu gostei da visita porque amo muito moda, mas se você não for aficcionado pelo assunto como eu, não acho que vale a pena.
Tickets para o Jardin Majorelle
O Jardin Majorelle e o Pierre Bergé Museum of Berber Arts abrem todos os dias entre 8h e 18h30. O Museu Yves Saint Laurent abre todos os dias, exceto as quartas-feiras, entre 10h e 18h30. Os bilhetes tem que ser comprados obrigatoriamente online, com hora marcada. Custam a partir de 150 dh (por volta de 15€) e existem opções de tickets combinando as 3 atrações.
Jardin Majorelle
Realmente aconselho que você marque a sua visita ao Jardin Majorelle para o primeiro horário, assim consegue pegar o espaço mais vazio e tirar fotos tranquilamente. Eu cheguei às 10h (não tinha ingressos mais cedo) e o jardim já estava bem cheio. O Yves Saint Laurent Museum é bem mais tranquilo, então você pode fazer a visitar ao jardim com calma, visitar o Museu Berber (se estiver aberto) e depois seguir para o museu de moda de Marrakesh.
Você também pode combinar a visita ao Jardin Majorelle com outras atividades (veja algumas opções aqui). Como o local é afastado da Medina, você provavelmente terá que pegar um táxi para chegar até lá. Combinando com outros tours, você evita o stress de ter que negociar um táxi e ainda otimiza o tempo!
Riads são residências tradicionais marroquinas que tem como característica principal um pátio ou jardim interior. Geralmente existe a presença de água nesses jardins interiores, como forma de aplacar o calor. Outro motivo para os riads serem construídos voltados para o interior é a discrição do povo marroquino. Com janelas viradas para dentro e toda a decoração feito na parte interior, quem passa por fora não tem ideia do que existe por ali!
Riad em Marrakesh: Si Said
Hoje em dia muitos riads foram transformados em hoteis, como é o caso do Riad Si Said, um riad de luxo em plena medina de Marrakesh. A localização é incrível: dá para ir a pé para todo lado. Em poucos minutos, estava no Bahia Palace ou na Praça Jeema el-Fnaa!
Construído em 1880 por uma rica família de Marraquexe, o Riad Si Said tem uma arquitetura tradicional com elementos como madeira esculpida, pisos e paredes de mosaico cerâmico feito à mão. A decoração do lugar é linda, dá vontade de morar ali!
Existem dois pátios internos, um onde são servidas as refeições e outro com uma pequena piscina, perfeita para relaxar nas tardes de calor tão comuns em Marrakesh.
O Riad Si Said conta com apenas 4 suítes, garantindo um atendimento personalizado e impecável para todos os hóspedes. Logo que cheguei, fui recebida com um típico (e delicioso!) chá de hortelã acompanhado de doces típicos.
Adorei que eles emprestam um celular com dados para usarmos durante a estadia. Se algo acontecer ou nos perdermos na medina, o que é muito fácil de acontecer, é só ligar que alguém vem nos resgatar!
O quarto que fiquei era super espaçoso, confortável e com uma decoração linda. Tinha uma cama enorme e deliciosa, frigobar, muuuuitas toalhas, roupão, secador de cabelo, shampoo, condicionador, sabonete, hidratante… Do lado de fora do quarto, ainda havia um bebedouro com água sempre fresquinha, perfeita para o calor marroquino!
O café da manhã é farto e com muitos pratos tradicionais marroquinos: sopa típica, panquecas locais, pão marroquino… Adorei o creme de argan com cacau! À noite, é possível jantar no restaurante do Riad, que tem um cardápio focado em comida típica, tudo delicioso!
O Riad Si Said faz parte do grupo Angsana Riads Collection, que possui várias propriedades em Marrakesh. No dia do check out, como só iríamos sair de Marrakesh à noite, ainda nos emprestaram uma suíte em outro Riad próximo. Você pode reservar a sua estada nos Riads do grupo através deste link.
Eu adorei me hospedar em um Riad em Marrakesh, só queria ter ficado mais tempo para ter aproveitado ainda mais a experiência!
Fazia tempo que eu não amava tanto um destino como eu amei Marrakesh! Tenho que confessar que apesar de querer conhecer Marrocos há muitos anos, achei que não ia gostar por conta do caos generalizado. Mas foi justamente este caos que me fez amar Marrakesh! Os cheiros de especiarias, os barulhos das vozes em vários idiomas, motos e burros passando, os vendedores dos souks, os chamados para oração, a variedade de roupas tradicionais, as cores, a arquitetura…
Eu amei essa confusão de uma maneira que eu nem consigo explicar direito! É tudo incrível demais e eu me sentia o tempo todo dentro de um cenário de filme. Não conseguia acreditar que aquilo é de verdade!
E, sim, Marrakesh pode ser demais, mas é justamente isso que deixa a cidade tão especial. E quando você se sentir sobrecarregada com tanta informação (não é fácil, eu sei! rs), basta procurar um café, sentar e descansar enquanto observa a movimentação da cidade ao longe.
A Medina, a parte da cidade que fica dentro das muralhas, é sem duvida, a grande atração de Marrakesh! É ali que ficam os souks: lojas e mais lojas espalhados em ruelas que mais parecem um labirinto. É muito provável que você se perca por ali, faz parte da experiência… Eu consegui usar o Google Maps para sair, mas se não funcionar, procure por placas ou peça indicações para algum vendedor em alguma loja. Não aceite ajuda de estranhos dizendo que vão te levar, pois eles podem te levar para outro local e/ou pedir dinheiro pela ajuda.
A Praça Jeema el-Fna é outro símbolo da cidade. É ali que tudo, absolutamente tudo, acontece! Lojas e cafés em volta, vendedores ambulantes, barraquinhas de sucos… Não arrisquei o suco pois fiquei com medo do gelo que eles colocam, mas paguei para tirar foto dos encantadores de serpentes. Mas fiquei com tanto medo que nenhuma foto saiu boa… E no fim, ainda levei com uma cobra no pescoço sem querer! hahaha
Encantadores de serpenteNajas na praça
Ali na praça você também verá várias pessoas com macacos vestidos em correntes. Isso eu achei um absurdo (assim como as cobras!) e me recusei a pagar para tirar fotos. E atenção: eles “jogam” os macacos pra cima dos turistas e depois pedem dinheiro… Outra personagem característica da praça são os antigos vendedores de água. Chamados de aguadeiros, eles vestem roupas tradicionais chamativas, já que antigamente eles realmente vendiam água, mantida numa bolsa de pele. Hoje em dia até podem vender água, mas vivem mesmo das fotos com os turistas. Então já sabem: se quiser fotos, pague!
Foi ali na praça que fiz a minha tatuagem de henna com a @aawatif_art_henna. Ela tinha centenas de desenhos para escolher mas no fim deixei ela criar à vontade. Poucos minutos depois, eu tinha uma verdadeira obra de arte na minha mão! Deu até vontade de tatuar de verdade de tão linda que era! Tirei a foto logo que ela finalizou, o glitter era para ajudar a secar e não borrar.
Durante o dia, a praça Jeema el-Fna é agitada. Mas à noite, a coisa fica ainda mais especial! Mais barracas de comidas são montadas, saem os animais e chegam os vendedores de lanternas que dão um toque mágico ao local. Milhares de turistas e locais se aglomeram para ver os muitos grupos de dança e música se apresentando. É difícil de descrever a loucura que é, mas eu juro que é incrível!
Por toda a cidade, você vai ver diversos minaretes, que marcam as mesquitas e de onde saem os chamados para orações várias vezes ao dia. O minarete mais famoso é o da Koutoubia, a mesquita principal da cidade, com impressionantes 77 metros de altura. Marrakesh ainda tem vários palácios e museus que podem ser visitados, assim como seus famosos jardins.
KoutoubiaKoutoubia
Marrakesh em 3 dias
Aqui um roteiro que você pode seguir se for passar apenas 3 dias em Marrakesh:
Dia 1: Comece o dia fazendo um walking tour para se localizar e conhecer um pouco da história da cidade. Aqui tem várias opções de tours gratuitos em Marrakesh. Aproveite o resto do dia para explorar a Medina: perca-se nos Souks e descubra tudo o que a praça Jemaa el-Fna tem para oferecer. Veja o pôr do sol em algum terraço da cidade. Eu vi no Dardar e gostei bastante!
Dia 2: Aproveite a manhã para visitar o Bahia Palace e o Palácio El Badi. Depois do almoço, visite os Túmulos Saadianos e/ou a Medersa Ali Ben Youssef.
Dia 3: Comece o dia visitando o Jardin Majorelle e o Museu Yves Saint Laurent (este só se você amar moda como eu!). À tarde, pode visitar outro jardim. O Le Jardin Secret fica dentro da Medina, os jardins de Menara tem que pegar táxi ou o Anima Garden que oferece transfer ida e volta a partir de Marrakesh. No fim do dia, não deixe de experimentar a experiência de hamman em um dos muitos locais tradicionais da cidade ou até mesmo no seu próprio hotel.
Túmulos SaadianosEntrada de um hammam tradicionalBahia Palace
Aqui o mapa com todas as atrações:
Apesar de eu ter colocado algumas mesquitas no mapa, é importante ressaltar que em Marrocos não é possível visitá-las por dentro. Somente muçulmanos podem entrar, mas elas são bonitas para se admirar por fora também!
Onde comer em Marrakesh
A comida marroquina é deliciosa e bem variada. Existem opções de restaurantes para todos os gostos e bolsos. Estes foram os restaurantes que eu tive oportunidade de experimentar por lá:
Mandala Society: restaurante vegetariano e super aconchegante dentro da Medina. Almoço com suco saiu por 16€.
Dardar Marrakesh: rooftop da moda na cidade, tem os preços um pouco mais altos mas uma vista incrível. A tangia (prato tradicional) foi 16€ e a cerveja 6€. Importante reservar pelo site com bastante antecedência.
Restaurant Oscar Progrés: aqui é servido churrasco típico marroquino. Simples e delicioso! A refeição para duas pessoas saiu por 12€ (6€ para cada). Comeria lá todos os dias! rs
Argana Restaurant Cafe: Com uma vista incrível para a praça Jemaa el-Fna, serve desde lanches rápidos, até refeições, passando por deliciosos sorvetes. Os pratos tradicionais ficam por volta de 10€.
Restaurant Angsana Si Said: dentro do meu riad tinha este restaurante delicioso, aberto ao público em geral. Pratos principais custam por volta de 20€.
Cafe des Épices: outro restaurante famoso da cidade, serve de tudo um pouco. Um sanduíche com suco custou 10€. A vista para a praça dos cesteiros de Marrakesh é realmente incrível!
Mandala SocietyDardar MarrakeshVista do Argana
Onde se hospedar em Marrakesh
Existem muitas opções de hospedagem em Marrakesh e as mais tradicionais são os riads. Nos meus primeiros dias na cidade, fiquei no Riad Si Said (mostrei a minha experiência de me hospedar em um Riad em Marrakesh aqui). Como é dentro da Medina, consegui fazer quase tudo a pé! Reserve a sua estadia aqui.
Riad Si SaidResort Sol Oasis Marrakech
Agora, se você quer relaxar e não ter nenhuma preocupação, um resort é a opção ideal. Nos meus últimos dias em Marrakesh, fiquei no Sol Oasis Marrakesh, um resort all inclusive com muitas atividades. Você pode reservar a sua estadia aqui.
Tours a partir de Marrakesh
Existem muitos tours de um dia ou mais saindo de Marrakesh. Os destinos mais famosos são Essaouira, o deserto de Agafay, as montanhas Atlas… Você poder todas as opções neste link.
Dicas práticas para viajar para Marrakesh
Tenha um seguro viagem: Marrakesh é fascinante e segura, mas imprevistos podem surgir. Com um seguro viagem, você fica protegido contra despesas médicas e outros contratempos. Use meu link para garantir 5% de desconto no seu seguro e aproveite ao máximo!
Mantenha-se conectada através de um esim, já que o wi-fi é escasso em Marrocos. Eu tenho viajado sempre com eSim da Jetpac, que tem pacotes a partir de 1€ e com o meu código LUL7P2NC você ainda tem desconto. Basta clicar aqui, escolher o pacote ideal para a sua viagem e ficar conectado logo que pousar. Outra opção é comprar um simcard logo que chegar no aeroporto. Tem 3 operadoras no saguão do aeroporto, basicamente com os mesmos preços e benefícios. Paguei por volta de 20€ com 20gb válidos por um mês. (Mas a Jetpac é mais barata e mais prática!)
Saiba pelo menos duas palavras em árabe: “Salam” funciona como um “olá” e “Shukran” é obrigado. A maioria da população também fala Francês e se for para vender algo, eles falam o idioma que for necessário… rs Mas saber falar algo em árabe te ajuda a conquistar a simpatia deles!
Não se incomode com o assédio! Eles vão te abordar a todo momento para tudo: vender coisas, te levar no restaurante, oferecer serviços de guia. Apenas sorria, diga “Shukran” e continue andando. Se você ficar brava, vai ser pior… Agindo dessa maneira, eles não vão te chatear e vão até brincar com você. Ah, e não fui assediada sexualmente em nenhum momento, me senti completamente segura!
Essa mulher de vermelho tentou me dar o golpe da pulseiraNão vi o dono, tirei foto do burro e logo ele veio correndo pedir dinheiro…Este senhor não se importou que eu tirasse fotosmas a maioria das pessoas é super simpática!
Peça para tirar fotos antes e cuidado com os golpes: faz parte da cultura deles pedir dinheiro por absolutamente qualquer coisa. Nunca tire fotos de algo ou de alguém sem antes pedir permissão e perguntar quanto vão te cobrar pela foto. Também não confie em pessoas nas ruas te dando um “presente” (o mesmo golpe das pulseiras que existe na Europa), se oferecendo como guias ou dizendo que certa atração turística está fechada. Procure sempre os locais oficiais para pedir informações.
Negocie, sempre: faz parte da cultura deles negociar os preços, então se prepare para barganhar por tudo (menos nos restaurantes, claro). É cansativo, mas é bem divertido também!
Vista-se de maneira modesta: apesar de Marrakesh estar lotada de turistas, temos que lembrar que ainda é um país árabe com cultura muçulmana. Ninguém ali é obrigado a usar burca ou hijab, mas é sempre bom ter um pouco de respeito, né? Aproveite as dicas que dei aqui de que roupa vestir em Marrocos.
Tenha sempre dinheiro com você: A moeda local é o dirham e existem diversos caixas eletrônicos pela Medina, além de casas de câmbio. Muitos lugares vão aceitar euros, mas a conversão não vai ser boa. Cartões de crédito quase nunca são aceitos, só em restaurantes maiores.
Beba sempre água de garrafa: isso inclui não pedir gelo nas bebidas, já que você não sabe como aquele gelo foi feito.
Cuidado com comida de rua: apesar de amar experimentar coisas diferentes quando viajo, a verdade é que nosso corpo não está acostumado com qualquer coisa que possa ter de diferente naquela comida, então melhor não arriscar, né? Eu só comi um doce frito em Essaouira (frito, já matou tudo o que tinha para matar ali hahaha) e Figo da Índia porque vi o vendedor descascando na minha frente, sem encostar na parte comestível. Inclusive, recomento muito figo da índia, é delicioso e super barato!
O que acharam desse roteiro de Marrakesh em 3 dias? Eu poderia passar muito mais tempo por lá!
Apesar de ser um dos monumentos mais emblemáticos de Marrakesh, hoje em dia o Palácio El Badi nada mais passa do que as ruínas do palácio.
Confesso que justamente por isso eu não estava super empolgada para visitá-lo, mas ainda bem que fui do mesmo jeito! Mesmo em ruínas, o lugar é lindo e impressiona com o seu tamanho!
El Badi: história
O Palácio El Badi foi construído no século XVI pelo sultão Ahmed al-Mansour, o fundador do Império Saadiano. O sultão era um homem rico e poderoso, e queria construir um palácio que fosse um símbolo de seu poder e riqueza. E conseguiu: o local era considerado um dos mais luxuosos palácios do mundo na época!
O palácio foi construído em um terreno enorme e era cercado por jardins, laranjais e fontes. O interior do palácio era decorado com mármore, mosaicos e pinturas. Dentro do local, havia uma grande biblioteca, uma mesquita e um harém.
Ainda hoje é possível observar alguns elementos típicos da arquitetura Saadiana, que mistura os estilos marroquinos, andaluzes e otomanos. Nos tempos áureos, o local era decorado com azulejos, estuque e muito mármore.
No século XVII, o Império Saadiano foi derrotado pelo Império Otomano. Após a derrota, o palácio foi abandonado e saqueado, restando apenas as ruínas que podemos visitar atualmente.
Visita ao Palácio El Badi
O palácio é enorme, mas a visita ao local não é muito demorada. As poucas explicações que existem estão em francês e árabe, então se você quiser saber mais da história do local, é melhor contratar um guia.
É em uma das salas de exposição que fica o minbar da Koutoubia (a principal mesquita de Marrakesh). Minbar é como se fosse um púlpito para a religião muçulmana e o exemplar exposto ali é uma obra-prima da arte islâmica.
Construído em 1139 em Córdoba durante a dinastia Almorávida para a mesquita Ali Ben Youssef (também em Marrakesh), a peça é decorada com mais de 1000 esculturas intrincadas no estilo da arte mourisca do século XII, com motivos florais esculpidos e escrituras do Alcorão. Em 1147, porém, os puritanos almóadas entraram em Marraquexe e ordenaram a destruição total da mesquita Ben Youssef – o mihrab, ao que parecia, não estava voltado para Meca. Mas o minbar parecia demasiado requintado para ser destruído e foi transferido para a Mesquita Koutoubia, onde viveu durante 8 séculos.
Eu amei a parte que chamam de “labirinto”, uma das áreas mais preservadas do palácio! Ah, guarde o seu bilhete para visitar o terraço, pois eles pedem para te deixar subir. Lá de cima, é possível ter noção da imensidão do lugar além de observar Marrakesh de cima.
Bilhetes para o Palácio El Badi
A entrada no palácio Badi custa 70 Dirham, aproximadamente 7 euros. Não se engane com pessoas dizendo que o palácio está fechado, que é necessário contratar guia ou comprar o bilhete deles… Existem muitos ali querendo dar algum tipo de golpe! Ignore todos e siga direto para a entrada, onde você verá a bilheteria oficial.
Você também pode pegar um tour para passar por diversos palácios, aqui tem várias opções.
Passei 10 dias viajando por Marrocos e confesso que estava bem preocupada com os looks que usaria por lá. Por ser um país com uma cultura mais tradicional que a nossa, onde a religião principal é o islamismo, sabia que teria que ser mais recatadas nos looks de viagem, como fiz com as roupas que usei na Índia. Assim como na Índia, o uso da burca e do hijab não é obrigatório, então só usa quem quer.
Confesso que me surpreendi com o que vi nas ruas de Marrakesh: muitas turistas com roupas super curtas e justas. E nenhum marroquino se importando muito com isso… Importante ressaltar que isso foi o que vi em Marrakesh, onde existem muitos turistas. Ouvi dizer que em outras cidades (como Fez e Casablanca), a situação é diferente, que eles são mais tradicionais por lá.
De qualquer maneira, por questão de respeito, optei por não levar nada muito curto ou justo. Sempre carregava comigo um lenço, caso me sentisse incomodada com os olhares e quisesse me cobrir. Isso não aconteceu em nenhum momento. Eles vão olhar sim, porque somos diferentes, mas não fui assediada e não me senti ameaçada em nenhum momento. E, claro, quanto mais pele à vista, maior a quantidade de olhares. Então é bom usar o bom senso e se vestir de maneira mais discreta! ;)
Looks para viajar por Marrocos
Fui em agosto, alto verão por lá, então peguei vários dias com temperaturas acima dos 40ºC. Usei regatas e até top croppeds (apenas com uma faixa da barriga de fora) para tentar enfrentar o calor. Mais uma vez: não tive problema algum em relação à minha roupa.
O único problema foi culpa minha: usei um colar nos primeiros dias e por conta do calor, machucou meu pescoço… Outra dica que tenho é: use sempre um shorts ou bermuda tipo ciclista por baixo das saias e vestidos, para evitar o atrito entre as coxas, outro problema bem comum no verão.
Looks de viagem: Marrocos
Como no avião sempre faz frio, peguei o vôo de calça, tenis , camiseta branca e jaqueta jeans. Chegando em Marrakesh, para passear pela Medina, troquei a camiseta pelo top e os tênis pelas Havaianas. À noite, para jantar, fui de vestido branco, alpargatas e minha bolsa da Uniqlo que é o meu novo xodó e foi muito usada nessa viagem!
No segundo dia de viagem, para visitar o Palácio Bahia e o El Badi, fui de vestido florido, chapéu, mochila e tênis. Apesar de ser mais quente, o tênis é muito mais confortável para andar o dia todo do que as Havaianas. À tarde, no Anima Jardin, guardei o chapéu na mochila e usei o óculos vermelho, para mudar um pouco o look. Foi nesse dia que fiz o acessório mais legal da viagem: minha tattoo de henna! Para jantar no Riad, fui de regata cru, saia midi laranja e havaianas.
Para passear no Jardin Majorelle, optei pelo vestido branco, para deixar as cores do local se destacaram. Usei o chapéu, óculos de coração branco, alpargatas e mochila.
Em Essaouria venta muito e estava até friozinho, então para passear pela Medina, usei calça branca, top, tenis, jaqueta jeans e até um lenço no pescoço! Para o passeio de buggy no fim do dia, fui de calça, tenis e top preto. Usei exatamente o mesmo look para o tour do dia seguinte, já que sabia que ia sujar de novo… Levei o vestido marroquino que comprei na medina para fazer fotos durante o dia.
Look tradicionalPraia em TaguenzaAntiga fábrica de açúcar
O look que usei no jantar do quarto dia de viagem foi o mesmo que usei no dia seguinte: saia longa, top cru e alpargatas. No fim do dia, usei também a jaqueta jeans e o lenço por conta do vento gelado. Neste dia fiz um workshop de argan e pude usar um vestido tradicional lindooooo enquanto aprendia como o óleo de argan era feito!
De volta à Marrakesh, passei o dia na piscina do resort apenas de biquini, claro. Só coloquei um shorts e um top para ir para o Spa no fim do dia. À noite teve uma festa marroquina, então usei meu vestido tradicional com as minhas babuches compradas por lá.
Para dar uma última voltinha na Medina, fui de saia midi laranja, camisa estampada, alpargatas, óculos branco e bolsa uniqlo. Para jantar no hotel, usei novamente meu vestido florido e Havaianas.
Para pegar o vôo de volta para Lisboa, usei calça e top brancos, tênis, óculos e jaqueta jeans.
E estes foram todos os looks que usei nessa viagem. Gostaram das dicas de que roupa usar em Marrocos?